sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Eu sei que não se brinca com coisas sérias...
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
O amor gasta-se?
Passei por isso. Aquele era “o” amor da minha vida, com certeza nunca mais me esqueceria dele. Ele dizia-me o mesmo: “nunca vou conseguir estar com outra pessoa sem me lembrar de ti, porque foste o melhor que já tive”. E eu retribuía. E acreditava naquilo com todas as forças. A melhor parte? É que, felizmente, não era verdade. Igual nunca mais houve, como era de esperar. Mas houve diferente. E melhor ainda, até. E, aos poucos, fui reaprendendo a gostar. De forma mais ponderada, talvez. De forma mais calma, pensando não só no hoje, mas também no amanhã. E as mãos voltaram a ganhar cola. E a barriga voltou a ter borboletas. E cada parte do corpo voltou a tremer. A fome? O sono? Já não os perco, mas o amor será menor por isso? Não, de forma alguma. Simplesmente ninguém sobrevive sem comer e sem dormir, e há uma altura em que tudo se reequilibra. Vem a fome e o sono. Vão as inseguranças e os medos. E o segundo balanço parece-me claramente mais positivo. Não sei se o amor se gasta. Mas sei que, se se gasta, também se renova. E tem capacidade de renascer.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Ser cigarra ou ser formiga
Tenho pensado nos meus pais e no exemplo deles, e questiono-me se algum dia construirei tanto como eles construíram. Questiono-me se algum dia terei dinheiro para me tornar proprietária de uma bonita casa para os meus filhos crescerem. Questiono-me se algum dia poderei dar-lhes a oportunidade de estudar em boas escolas, se algum dia poderei inscrevê-los numa Academia de Música, num desporto, em explicações. Os meus pais sempre investiram ao máximo na minha educação e da minha irmã, sem pestanejar. Não nos davam prendas se tínhamos uma grande nota, mas não questionavam se pedíamos para ter aulas de piano. E depois afinal guitarra. E depois instituto de inglês. E que tal francês? E alemão. Francês. E agora quero nadar. E também quero ter aulas de ténis. Tudo o que fosse aulas, tinha um “sim” garantido, mas agora pergunto-me como. Como é que conseguimos viver a vida, pagar um teto, um carro, viajar, conhecer novos restaurantes, vestir roupas de boas marcas e ainda ter para a educação dos filhos? Digam-me a verdade: temos que abdicar das jantaradas, algumas viagens e algumas marcas, não é? E assim, pela primeira vez na vida, começo a admirar quem, qual formiguinha silenciosa, prepara a marmita com o almoço de véspera, poupando, assim, uns bons €300 por mês em restaurantes. Começo a admirar quem se vira para a cozinha, adora preparar o jantar e abdica de jantar fora. Começo a admirar quem consegue poupar na comida, nas viagens, nas boas marcas “porque sim” e, aos poucos, vai criando um valente pé de meia.
Eu sou da geração dos estados partilhados nas redes sociais ao estilo “Maria está no Spa XPTO”. Sou da geração das viagens lowcost, em que andar de avião “não custa nada!” (pois, custa “só” o hotel e a alimentação no destino). Sou da geração Time Out, em que quem não conhece o novo bar, o novo restaurante ou o novo cafezinho está… pois, o nome já diz tudo… “out”! Sou da geração dos mil euros, em que todos nos queixamos de falta de dinheiro, mas a verdade é que também gostamos de o gastar bem. E sempre gostei de ser desta geração. Exceto quando me dão estes acessos de poupança e de peso na consciência. Sim, se puder pedir já um desejo para 2014 (Será muito cedo ainda?) é aprender a ser mais formiguinha e deixar um pouco a vida de cigarra. As formigas também podem ser felizes, não podem??
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Quem quer ser mais elástico?
- Então está grávida??!, perguntou-me, com ar de felicidade, como se fosse familiar próximo.
Acenei que sim.
- E sente-se bem?? Feliz??
- Sim, muito bem. E fiquei contente por continuar a ter elasticidade. Estava à espera de não conseguir fazer tanto, hoje.
- Pois tem elasticidade!… Sabe porquê?
(E foi aqui que eu me arrependi solenemente de me ter denunciado. Nota importante: o resto das pessoas continuava por ali a calçar-se e a arrumar os tapetes)
- … Porque isto é a sua bacia. (e exemplificou com as mãos) E a sua bacia vai expandir-se. Assim… Vai expandir-se até deixar sair o bebé. O seu corpo está aos poucos a abrir-se. É um processo natural. E, neste processo, todas as articulações estão a acompanhar o movimento da bacia, e estão a alargar-se. Por isso é que se sente mais elástica. É normal. É o seu corpo a preparar-se para expulsar o bebé. Assim. Repare.
E eu não sou nada esquisitinha. A sério que não. Raramente alguma conversa me mete impressão. Mas aquela demonstração do meu corpo a expandir-se como uma massa gelatinosa, com a bacia a alargar para expulsar um pequeno ser… hmmm… Como dizê-lo? Não foi a imagem mais apelativa do mundo. Nem era o que esperava retirar duma tranquila e zen aula de yoga, Principalmente porque tinha uma plateia à minha volta a ouvir aquela animada descrição da minha bacia em expansão. Não… Prefiro continuar a pensar em mim como uma contorcionista sexy que propriamente como uma bacia humana a expandir-se. Pode ser, senhor professor?
Dos dias quase terríveis
No entanto... aos poucos, tudo se foi compondo: soubemos que a familiar melhorou e que os rins começaram a funcionar hoje, ao fim de quase três semanas de diálise. Na consulta, o médico disse, a sorrir, com ar despreocupado, que estava tudo bem e que a placenta já estava no sítio. Para os leigos, como eu, a placenta prévia significava, a manter-se assim, uma cesariana obrigatória e a impossibilidade de fazer grandes esforços até maio. Entretanto, a sentença foi lida e não podia ter sido mais positiva. E o trabalho? Esse está quase... Lá para as 3 da manhã deve estar terminado.
E estávamos os dois comentar entre nós todos os acontecimentos do dia, quando ele me diz "sabes, o meu pai foi ontem a Santiago de Compostela. Disse-me que foi pedir por tudo isto que hoje ia acontecer". Fiquei surpreendida. O meu sogro nem é uma pessoa muito religiosa, por isso, este gesto deixou-me boquiaberta. "Também pediu que a netinha tivesse direito a uma placenta no sítio?", perguntei, meio a brincar, meio a sério. "Disse-me que pediu por tudo". À exceção do meu trabalho, claro. Será que é por isso que ainda não o consegui terminar, enquanto o resto se resolveu logo? De qualquer maneira, achei mesmo fofinho. Às vezes é agradável conhecer facetas novas das pessoas que julgávamos conhecer bem. E é agradável sermos assim surpreendidos. Quanto a mim, não acreditava nisto das promessas, mas... "que las hay, las hay!"
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Ainda não tenho árvore de Natal, mas...
| À entrada do Mercado. Estavam todos a beber vinho e gins. Pareciam bons, mas eu só posso confirmar essa qualidade daqui a um ano. ;) |
| No início eram doze. Só sobrou a caixa para a fotografia. E a vontade de repetir. |
sábado, 7 de dezembro de 2013
Como vingar-nos sem querer
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Manifesto em defesa dos olhos castanhos.
Quando foi a última vez que elogiaram os olhos castanhos de alguém? E uns olhos azuis ou verdes, quando foi a última vez que elogiaram? Com certeza estarão a dar por vocês a pensar que elogiaram mais vezes olhos claros. Ou porque são mais raros. Ou porque podem ter tonalidades mais invulgares. Ou porque refletem melhor o sol. Ou porque são mais límpidos. Ou porque, simplesmente, acham mais bonito olhar para a cor azul ou verde que para a cor castanha. Porque a verdade é contemplamos o mar e o céu. Contemplamos paisagens verdejantes. Contemplamos montanhas que se prolongam até perder de vista. Não contemplamos a terra. Ou árvores despidas de folhas. E músicas? Cantamos a “cor azul”. Até os Coldplay cantam sobre os “green eyes”. Mas os olhos castanhos, talvez por serem considerados mais vulgares, são quase sempre menosprezados na música ou na poesia.
E lembrei-me de tudo isto por dois motivos (desculpem, mas uma mulher precisa sempre destes preliminares, mesmo que teóricos). Primeiro, porque uma amiga minha teve uma filha de lindos olhos azuis e ninguém parava de repetir (eu incluída) o quão lindos e maravilhosos eram os olhos da menina. Ninguém parava de repetir o quão bonita será ela, a loucura que irá provocar nos rapazes, que logicamente não lhe resistirão, etc. E, depois, porque eu própria já dei por mim a pensar na cor dos olhos da minha bebé: serão azuis? Serão verdes? Serão castanhos? Podem ser de qualquer uma destas cores, porque na nossa família há cores para todos os gostos. Dei por mim a desejar ardentemente uns lindos olhos azuis. Mas ao mesmo tempo, fiquei a pensar: “e castanhos, porque não? Serão menos nobres ou menos merecedores?”. E decidi – como se estas coisas se pudessem decidir – que serão castanhos os seus olhos, como os meus, e que serão lindos na mesma. Nem melhores nem piores que uns olhos azuis ou verdes. Sim, porque parece que afinal ninguém deseja uns olhos castanhos para os filhos. Há sempre o desejo incontrolável de que a criança vá buscar aqueles olhos da tia-avó materna Rosa, ou do bisavô João do lado do pai, ou aqueles olhos do primo em sexto grau Adalberto. Pois eu não, decidi ser do contra e que quero uns olhos castanhos como os meus. Vale o que vale (ou seja, NADA), mas acredito que uns olhos castanhos podem ser quentes. Hipnotizadores. Desafiantes. Magnéticos. Meigos. Ou doces.
E escrevo este Manifesto pelos olhos castanhos, para que todos te elogiem à nascença, minha pequenina cookie, mesmo que não nasças com olhos da cor do mar, ou do céu, ou das paisagens verdejantes de perder de vista. Escrevo este Manifesto pelos olhos castanhos, para que todos os bebés que nasçam com a cor de 90% dos olhos dos portugueses, se sintam igualmente originais, e únicos. Porque os Coldplay podem não contar os “Brown eyes”. Os Delfins podem não cantar a “cor castanha”. Mas canto-a eu. Em defesa da igualdade dos direitos aos olhos castanhos.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Fui o Barney Stinson por uma noite
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Para mim era um Tarot e uma meia de leite, se faz favor
Ora bem, anjos-da-Maria-Helena-que-ligam-para-lá, deixem-me dizer-vos uma coisa: "olá olá!" eu sei dizer muito bem, também. "Pensamento positivo" também. Chamar-vos "meu anjo" também chamo, sem problema. Do que precisam mais? Ah e não cobro nada! Que tal? Sinceramente, percebo que estejam angustiados e que queiram uma palavra amiga e compreensiva, mas... eu tenho estado a ver o programa atentamente (ou parte dele, já que, no final do segundo telefonema fujo de casa a correr, porque já estou mega atrasada) e... não vejo ali nada que eu não dissesse, do alto do meu senso comum. Parecem-me apenas clichés misturados com um cocktail de espiritualidade. No tempo da Maya, pelo menos ainda havia o Top Signos, que dava para espreitar e sair de casa a saber se o meu signo Peixes estava em número 1 ou não, o que me tranquilizava e dava forças para o dia que ia enfrentar. Agora, enquanto lavo os dentes, vou ouvindo aquela lenga-lenga repetida e tenho pena de quem está a ligar, preocupado como um raio com os seus problemas, e que só ouve aquelas frases repetidas num tom totalmente comercial e desprovido de preocupação. Sinto que aquelas pessoas precisam é de um amigo, de alguém com quem falar. E para isso não precisavam de gastar dinheiro. Para isso até eu servia, a sério. E desculpem, pessoas que acreditam no Tarot, e desculpa, querida Maria Helena, meu anjo, mas não estou a criticar as vossas crenças, porque, para mim, ali não há sequer Tarot nenhum. Ali há apenas sede de telefonemas. E rápidos, de preferência.
Não são só os cães que perdem pelo.
Depois deste desabafo, lembrei-me agora de algo que não tem nada a ver com o post, nada mesmo: ninguém quer comprar um colete lindíssimo em pele sintética (sim, aqui ninguém mata animais!), só usado uma vez? Bom preço!! Contactem a autora do blog. ;)
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
A escolha foi clara... Clara!
Para minha grande surpresa, o nome mais votado por vocês foi o bonito e simples... Clara! Estive a ver e, em 2012, ficou em 25.º lugar na lista dos nomes femininos mais colocados em Portugal, mas parece que aqui é o 1.º. E confesso que gosto muito, mas não é um dos que faz parte da nossa lista de nomes para discussão. Nesse lista, no entanto, estão outros nomes que muitos de vocês também sugeriram. ;)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
A saga da escolha do nome
Pois bem: isto dos nomes está difícil. Aliás, “difícil” é dizer pouco - esta parece-me uma tarefa impossível de chegar a bom porto! E porquê? Porque eu acho que ele escolhe apenas nomes comuns e cheios de protagonistas já conhecidos. Os nomes que sugere foram já atribuídos a pessoas que nos são próximas. Para mim, são nomes que já exerceram a sua função, já foram vestidos, já foram usados, já foram gastos. Ele não percebe esta minha visão. Por outro lado, para ele, os nomes de que gosto são nomes demasiado arcaicos, suscetíveis de trocadilhos variados, com ares de sangue-azul-wanna-be e com diminutivos péssimos. Já tínhamos decidido o nome para rapaz, mas para menina parece tarefa pior que assinar um tratado de paz!
No meio disto, conseguimos, não sei como, fazer uma pequena lista de nomes aceites por ambos para discussão. E caímos no erro de partilhar a lista com os mais próximos. Conclusão: os meus sogrinhos cortaram logo metade da lista, apresentando argumentos sólidos e válidos. Os meus pais cortaram outra metade, recorrendo a analogias, exemplos e argumentos emocionais. A minha irmã cortou mais algumas hipóteses. E cada pessoa com que partilhei a lista tratou de aniquilar alguns dos nomes.
Por isso, a minha inquilina continua, à data de hoje, sem nome. E enquanto o debate continua, começou a ser tratada por nós por “cookie”, por ser pequenina, por parecer uma bolachinha saltitona e por dar vontade de lhe dar pequenas trinquinhas. Mas a “cookie” não vai ser eternamente uma bolachinha, vai nascer e precisa de um nome. Por isso, se quiserem dar sugestões de nomes... falem agora ou calem-se para sempre! ;)