Por cá, a moda atravessou o Atlântico e parece que, à semelhança do Dia dos Namorados, veio também para ficar. No entanto, se antes tínhamos o feriado no dia a seguir e que vinha facilitar a adoção do costume americano, agora a festa tem que passar sempre para o fim-de-semana a seguir, sob pena de ir tudo trabalhar no dia seguinte ainda vestido de Drácula, bruxa, fantasma ou vampiro. Quanto a mim, já fui a algumas festas com esse tema e confesso que me diverti a cortar abóboras e desenhar-lhes caretas, a espalhar aranhas pela mesa, teias de aranha fictícias pelos candeeiros, e a vestir-me do mais assustador que me lembrava. A tradição não é nossa? Ok, mas quando o pretexto é festa, quem é que quer saber do porquê? Não tenho o patriotismo de tal forma desenvolvido que me impeça de festejar dias que não tenham sido criados por Afonso Henriques ou pelos seus descendentes. Por isso, se virem uma bruxa a passear Sábado à noite não se assustem. Posso muito bem ser eu. Sim, porque as bruxas não existem… mas que “las hay, las hay!”*.
*E assim me despeço, que hoje é dia de aula de Espanhol. ;)











