quinta-feira, 11 de junho de 2015

Manual para esquecer alguém

Como esquecer alguém por quem se está perdidamente apaixonado, mas cujo amor não tem pernas (vá lá saber-se lá porquê) para andar? Qual é a forma certa para, dum dia para o outro, deixarmos de pensar no outro de dois em dois segundos, deixarmos de sonhar com a subida ao altar, como bebés iguais a ele e com uma casa pintada de branco e cerca verde? Não há fórmulas universais nem há formas certas. O que funciona para uns, não funciona para outros, e vice-versa. De qualquer maneira, deixo a minha modesta contribuição para o tema, dividida em capítulos:

Capítulo 1. Jogos psicológicos
Há tempos dizia-me uma amiga que, quando a relação começa a correr mal, ela decide, de forma deliberada, começar a tratar mal a outra pessoa, a responder torto, a não se rir das piadas que ele faz... Torna-se a pessoa mais desagradável do mundo. Objetivo? Levá-lo a deixar de gostar dela também e, com sorte, levá-lo a ele a ganhar coragem a terminar a relação com ela. A ideia é fazer um jogo psicológico em que aquele que já não é amado é levado, sem saber, a deixar também de amar. A ideia é levar aquele com quem não temos coragem de acabar a relação, a tomar as rédeas e acabar ele connosco. Não exige depois grande esforço a esquecer a pessoa, porque já não gostamos assim muito. Além disso, o esforço acaba por ser quase todo da outra pessoa.
Capítulo 2. Jogos da fome.
Jogos da fome? Sim, esta é a forma mais drástica de se esquecer alguém: "basta" deixar de ter contacto com a pessoa de quem gostamos, até a termos afastado tanto da nossa vida que a conseguimos finalmente esquecer. Quem utiliza esta forma, apaga o contacto no Facebook, apaga o número de telemóvel, deita fora todas as fotografias e presentes, rasga bilhetes de amor e até lava toda a roupa que já tocou na pessoa amada, não vá ter ficado algum resquício do perfume. Só que esta forma é também a mais dura. Passar do 8 para o 80 exige muita coragem (e eu diria também um pouco de loucura) e determinação. Tenho para mim que apenas 10% das pessoas consegue levar este esquema avante, sem vacilar. Mas talvez resulte... Quem sabe?...
Capítulo 3. Jogos dos defeitos.
Esta tática passa por tentar reconstruir toda a história de amor vivida, mas agora vendo apenas os defeitos. "Realmente ele não era assim tão bom na cama... Aquele movimento de língua parecia uma máquina de lavar roupa avariada". Não é exercício fácil, mas é muitas vezes usado para esquecer alguém que ainda está muito presente na memória. Eu própria admito que já o usei quando acabei um namoro. Não resultou. Quanto mais tentava colocar-lhe defeitos, mais me lembrava das qualidades. Quanto mais tentava pensar nos momentos maus, mais me lembrava dos bons. Tivemos umas recaídas, portanto, até acabarmos de vez.
Capítulo 4. Jogos da cama.
Depois disto tudo, temos uma das formas mais clássicas: procurar rapidamente o amor em tudo o que mexe, para ajudar a esquecer o amor que está ainda tão fresco. Pessoas que decidem ir para a noite, conhecer gente nova, ter uns casos de uma noite... Quem sabe um novo amor aparece rapidamente! Para estes há agora o Tinder, essa aplicação que, pelo que oiço, imagino que ajude muitos corações despedaçados...
Capítulo 5. Jogos do tempo
O tempo, esse sábio conselheiro. O tempo, que tudo cura. A técnica do tempo implica solidão. Implica choro. Implica noites mal dormidas. Implica alguns amigos que se afastam, porque já não conseguem aturar mais o amigo deprimido. Mas esta técnica tem a vantagem de ser, por norma, a mais definitiva. Coração que, com o todo o tempo, sara, é amor que dificilmente volta. Um coração sarado é um coração que aprendeu e não voltar ao mesmo. O tempo tudo cura. E o jogo do tempo costuma ser uma aposta vencedora, mesmo que lenta.

E vocês, que técnicas já usaram para esquecer alguém? Que técnicas aconselham?

1 comentário:

  1. Na minha humilde opinião tudo junto resulta muitoooo bem! Resultou sempre comigo! :D

    ResponderEliminar