domingo, 20 de Abril de 2014

Ideias inteligentes II

Para os que me perguntaram pela experiência na última Quarta-feira, no estádio, só tenho a dizer que até correu bem. A bebé decidiu ouvir os meus apelos e não nascer no meio da euforia, e não houve grandes confusões. O pior foi mesmo a parte que antecedeu o jogo. Saí do trabalho, ia meter-me num táxi... Liguei-lhe para combinarmos:
- Vou agora chamar um táxi e encontramo-nos aí à porta, ok?
- De táxi? Porquê de táxi?
- Porque de metro deve estar impossível. Deve haver imensa gente aos encontrões, não achas?
- Hmm... Não, acho que não. Ainda há bocado estava calminho. No teu lugar vinha de metro, deve estar menos confusão. De táxi vais apanhar imenso trânsito, de certeza... Está tudo parado aqui à volta do estádio...
Senti que estava a ser demasiado princesa, com medo de algo que não fazia sentido. Não quis dar parte de fraca, por isso, lá me meti no metro, direta do trabalho, vestida demasiado formal para aquilo que um jogo de futebol exigia e com a minha barriga do tamanho duma bola de basquete. Quando cheguei à paragem, percebi que tinha exagerado - não estava praticamente ninguém. Suspirei de alívio.

Só que, de repente, começa a chegar gente de todos os lados. E não paravam de chegar. "Ups", pensei, "já fui". Lá me agarrei instintivamente à barriga e meti-me na primeira carruagem que abriu. Que confusão que para ali ia... Aguentei as paragens todas de pé, estoicamente, entalada entre benfiquistas loucos, até ao Alto dos Moinhos. Saltei da carruagem nem sei como. Respirei de alívio por estar intacta e sem ter levado encontrões no meio daquela gente toda. Lá estava ele sorridente à minha espera. Mas eu estava um bocado irritada.
- És mais maluco que eu. És definitivamente mais maluco que eu. És louco.
- Sou louco porquê?
- Eu sou relaxada, mas tu és doido.
- Porquê...? Estava assim tanta gente no metro?
- Estava!! Olha à tua volta... És maluco. Só é suposto haver uma pessoa relaxada por casal. Dois é demais....
- Oh... Ok, a partir de agora assumo o papel de preocupado. Queres? Preferes que seja assim?
- Sim. Não podemos ser os dois calmos demais. Nem é saudável para a bebé. É de loucos. Eu já quis vir ao jogo, mas depois devias cortar-me as asas nas outras ideias todas mais perigosas, como andar de metro em dia de jogo com uma gravidez já no fim...
Ele acenou que sim, muito compenetrado, sem responder. E percebi que levou aquilo mesmo a sério, porque entrámos no estádio com ele sempre a proteger-me a barriga. Não me queria deixar subir escadas. Insistiu em procurar um elevador. Perguntou se precisava de ir à casa-de-banho. Se queria comer alguma coisa. Se queria beber. Se estava bem. Obrigou-me a sentar. Festinha no cabelo. Olhar paternal.

"Ok", pensei, ao fim de menos de cinco minutos, "já chega"... 

Não, definitivamente acredito que podem haver duas pessoas relaxadas num casal. E ainda bem que temos sido os dois assim ao longo de toda a gravidez. Estamos os dois tranquilos e mais relaxados que nunca. Não sei se as hormonas funcionam como drogas, mas juro que me sinto nas nuvens há meses. Sem grandes preocupações ou stresses. Ando feliz como não me lembrava. E, pronto, amanhã lá vamos outra vez. Uma grávida quase a explodir a vibrar no meio de milhares de pessoas e outro maluco ao lado a achar a ideia normal e nada censurável. Se somos malucos? Gosto de pensar que não. Que há mais como nós. E amanhã hei-de contar todas as grávidas com que me deparar no jogo. Entretanto, uma Páscoa bem doce e feliz para todos!!

(Podia fazer trocadilhos com Jesus e a Páscoa, mas seria demasiado básico e não me parece bem misturar os temas...)

quarta-feira, 16 de Abril de 2014

Ideias inteligentes

Estou grávida de 36 semanas.
Estou vestida de azul.
Onde é que hei-de ir à noite, depois dum dia de trabalho? Descansar? Ver um filme bom? Ir jantar fora e relaxar?
Hmmm.. Não. Bora para o Estádio da Luz.
Sim, há ideias inteligentes.
Desejem-me sorte. ;)

terça-feira, 15 de Abril de 2014

E a vida quase quase a mudar...

Não sei se passou rápido ou não, porque há semanas que passam a voar e depois há semanas intermináveis. Às vezes parece-me que está quase, quase, mas depois dou por mim a pensar "não, afinal ainda faltam tantas semanas... uiii dá para tanta coisa". Sim, definitivamente não sei dizer se estes nove meses passaram rápido. Será porque estava também absorvida com o trabalho e com a gestão dos poucos tempos livres? Será que foi tanta coisa a acontecer e o tempo sempre a diminuir? Talvez... Mas sei dizer que, de repente, a apenas quatro semanas das 40, estou com uma ansiedade que não me lembro de sentir. Como decidi trabalhar até ao dia "D", começo a questionar tudo, começo a questionar os prazos que tenho, os sítios onde deixo os meus apontamentos, os contactos que vou fazendo... Tenho medo de não poder voltar amanhã e ninguém conseguir completar o meu trabalho, por isso, começo a ficar um bocado dividida: estou ali e, ao mesmo tempo, estou já um mês à frente, noutro lugar. E questiono as minhas decisões do dia-a-dia todas: cortar o cabelo e fazer madeixas esta semana ou para a outra?, fazer a depilação neste fim-de-semana ou no próximo,? colocar já o berço no quarto ou esperar? A somar a isto tudo, de cada vez que vejo alguém que é raro encontrar, dou por mim a pensar que deve ser a última vez que me vê sem ser mãe, e quase me despeço com um "vemo-nos noutra vida".

Sim, decidir trabalhar até ao dia "D" e, ainda por cima, não querer marcar data nenhuma para o parto, é tramado. Não tenho uma data definida para me despedir das pessoas com que trabalho. Não tenho uma data definida para pegar na mala da maternidade e meter-me no carro. Não tenho uma data para fazer a contagem decrescente, despedir-me da vida como a conheço e preparar-me para a aventura que aí vem. Trabalhar até ao último dia pode não ser a melhor solução, admito.

Por isso, pequenina, se me estás a ouvir, vê lá se vais dando ao médico sinais e se vais dando a entender se falta muito para nos conhecermos ou não. Vai-nos dando sinais de alguma forma, ok? Gostava muito de te receber com a pompa e circunstância que mereces, cabelo aprumado, depilação em dia (queres conhecer uma mãe bonita, não queres?), trabalho arrumado, casa limpa e mala da maternidade incluída... Achas que consegues? Vá, vamos ver se nos entendemos bem mesmo sem palavras. Quero muito muito conhecer-te, mas se aguentares estas 4 semaninhas é melhor para as duas. Vá, esta é uma boa forma de mostrares desde já que és obediente e que confias na tua mãe. Estou a contar contigo. ;)

quinta-feira, 10 de Abril de 2014

O amor da Fanny iluminou o meu dia

Estava eu à espera que o temporizador do forno apitasse para tirar o jantar, quando comecei a espreitar o Instagram. Uma foto, outra foto... Até que apareceu a Fanny com o seu mais-que-tudo. (Sim, eu sigo a Fanny no Instagram. Culpada!) Até aqui já há três pontos estranhos nesta história, como poderão notar: primeiro, saí cedo do trabalho; segundo, estava a cozinhar; terceiro, sigo a Fanny no Instagram. Mas a história piorou. De repente, fiquei sem luz. Completamente às escuras, só com a luz do telemóvel para me iluminar. Comecei a dirigir-me ao quadro da eletricidade para ver se conseguia ligar aquilo, sempre com o telemóvel a guiar-me o clarinho. O quadro estava ok. Saí para o corredor e fui ver se o prédio tinha luz. Também não. Continuei a guiar-me pela luz do telemóvel e fui procurar ajuda. Até que virei o telemóvel para mim e assustei-me: a Fanny continuava ali, agarrada ao seu amor, a iluminar literalmente o meu dia. Fiquei a olhar para a fotografia e a pensar na frase nesses exatos termos: "o amor da Fanny está a iluminar-me", sem saber bem o que aquilo significava, e se era para rir ou para chorar. E este momento podia ter tido o seu quê de poético, se não se tivesse apenas tornado deprimente e embaraçoso: é que, neste meu momento de paragem cerebral, apareceu um casal de vizinhos atrás de mim e só puderam ver uma lunática num corredor, às escuras, especada a olhar para uma fotografia da Fanny no telemóvel.

Ah, entretanto a luz voltou. E o meu jantar até estava bem bom. Menos mal.

terça-feira, 8 de Abril de 2014

Vinte e cinco anos

A minha irmã, a minha eterna pequenina, vai fazer vinte e cinco anos. Vinte e cinco. Só hoje comecei a matutar nestes dois números com calma: dois, cinco. E se primeiro veio o choque com a grandeza do número, depois veio uma certeza: afinal continua a ser pequenina, porque ainda tem toda a vida pela frente. Dei por mim a pensar que, com vinte e cinco anos, a minha vida era tão diferente daquilo que é hoje que sinto que foi outra pessoa que apagou as vinte e cinco velas e não eu. A minha vida estava tão longe daquilo que hoje se tornou que concluí, afinal, que a minha irmã ainda nem chegou à parte mais interessante disto de viver. E posso, por isso, continuar a vê-la assim, como a minha pequenina.

Quando festejei vinte e cinco anos, estava eu solteira há dois ou três dias. Foi um dia estranho e com sentimentos totalmente opostos, porque, por um lado estava meia tristonha por estar sozinha e por saber que tinha magoado alguém que não merecia, e por outro lado tinha as minhas amigas e família mais próximas de mim que nunca, algo que nunca hei-de esquecer. (Sim, eu tinha magoado alguém que gostava de mim e, se pudesse voltar atrás, dava dois valentes estalos ao meu antigo eu, que bem merecia. Adiante.) Não posso voltar atrás. Mas posso perceber que, desde então, cresci. E gosto de acreditar que cresci e muito. A pessoa que apagou as vinte e cinco velas, de facto, não era eu. Era alguém mais incompleto, mais ansioso, mais inconformado, mais sedento de vida. Era alguém mais sonhador, mais idealista, mas também mais insatisfeito. Gosto de acreditar que me tornei uma pessoa melhor. Gosto de acreditar que, com cada vela que acrescentei ao bolo de aniversário, acrescentei também calma, tranquilidade, paz e felicidade. Sim, sou tão mais feliz hoje que aquilo que era aos vinte e cinco... Quando festejei vinte e cinco anos, lembro-me que ainda não sabia bem quem era ou o que queria ser. Estava a estagiar e não me sentia completamente realizada. Estava a começar a tornar-me independente financeiramente, mas ainda precisava dos meus pais. Estava solteira há três dias por culpa minha, mas também não sabia bem se ainda gostava daquela pessoa ou não para continuarmos a namorar. Sentia-me dividida em tudo, sem saber bem o que queria ser da vida ou onde queria chegar.

Passou pouco, mas ao mesmo tempo, sinto que passou uma vida. E, por tudo isto, só posso relaxar perante a idade que a minha irmã está prestes a fazer. Vinte e cinco anos. Afinal é tão pouco...! O que pode ainda fazer... E orgulho-me tanto de ver que é tão mais segura, independente, prática e decidida que aquilo que eu era quando soprei as vinte e cinco velas. Orgulho-me tanto de ver que pode chegar tão longe... Vinte e cinco anos pode não ser nada, mas se a minha pequenina continuar a crescer como tem crescido, tenho a certeza que, em pouco tempo, se vai tornar uma mulher muito mais completa do que eu poderei algum dia ser.

sábado, 5 de Abril de 2014

Decisões, decisões...

Nisto dos bebés, parece que há sempre decisões a tomar. Primeiro andámos meses à volta do nome. Este nome soava a velha, aquele a criança, o outro nome fazia lembrar aquela fulana insuportável, aquele ia parecer uma homenagem a uma avó e não às duas, este era o nome da ex, aquele era o nome da filha da prima da vizinha e não pode ser, o outro nome estava demasiado na moda e por aí fora. Depois foi o carrinho. Este tinha esta vantagem, mas era maior, aquele era mais giro, mas mais caro, o outro era difícil de abrir e fechar, mas mais em conta, aquele era aconselhado pela amiga, o outro era aconselhado pelos testes de segurança, etc etc. Depois onde fazer o curso de preparação para o parto. Este curso é mais caro mas mais perto, o outro não dá para fazer só aos sábados apesar de ser mais barato, ali não gostei do atendimento, ali gostei muito, mas o curso tem menos horas... Depois foi a caminha de grades. Ikea? Aquele daquela loja todo giro, mas mais caro? Depois foi a banheira. Chantal? Banheira de encaixar na nossa? Banheira com estrutura? Depois foi a discussão do infantário ou de por alguém em casa com a bebé nos primeiros tempos, à falta de avós disponíveis, e até ter idade para ir para a escola que queremos (tem que ter três anos). Pelo meio andámos a decidir se vimos logo para casa, após o parto, ou se aceitamos o convite dos meus pais de ficarmos lá as primeiras semanas. Eu confesso que não estou nada inclinada a aceitar, mas os meus pais sabem ser muito persuasivos... A ver vamos...

Entretanto, como nem só de decisões fundamentais vive o homem (ou a mulher grávida), comecei a ver na net capas para o carrinho e ando maluca com as alternativas. A que já temos é bege, mas estas duas tiveram a minha atenção assim que as vi. Qual é que gostam mais?

(E desculpem andar em "total-modo-bebé", mas a verdade é que já não me resta muito tempo para estas decisões e deixei tudo para o fim...)
A de cima ou a de baixo? :) Ou nenhuma, pronto...

sexta-feira, 4 de Abril de 2014

As barrigas são magnéticas

Já me tinham avisado para o fenómeno: “quando engravidares, vão aparecer mãos alheias de todos os lados para te agarrar a barriga. As barrigas são magnéticas!!”. Só que, até ao momento, até questionava o que estaria a fazer mal, porque só duas ou três pessoas (amigas chegadas e família) é que tinham demonstrado à vontade suficiente para se alaparem à barriga, falar com ela, dar beijinhos ou procurar movimentos internos. Ontem, no entanto, a minha barriga mostrou-me que estava tudo bem com ela e que era tão digna e atraente como uma barriga de grávida qualquer. Lá fui eu nadar mais uma vez, ao ginásio em que ando, quando no final, enquanto me vestia, a premonição se realizou: vindos ainda não sei bem de onde, apareceram dois braços que agarraram a minha barriga como se fosse irresistível.

Adoro barriga de grávida!!, confidenciou a mulher que vinha atrás na outra extremidade agarrada aos braços.

Fiquei um bocado constrangida, confesso. Além de sermos duas alegres desconhecidas, além de ainda estar semi-vestida, a mulher continuava colada à minha barriga, com ar intrigado, como se estivesse à espera de algum fenómeno surpreendente. E continuava ali, agarrada a mim, eu sem saber muito bem o que dizer ou como descolá-la. Até que…

Ah mexeu! Sentiu-me e mexeu logo! Que amor! Adoro barriga de grávida! É mágico!!

Eu ia jurar que a bebé não se tinha mexido nada (eu sinto-a, certo? Está dentro de mim), mas não quis estragar o momento e muito menos prolongá-lo. Se a mulher já tinha tido o que queria, melhor.

Já treinaste a respiração? Vai ser muito importante no dia do parto. Tens que vir à minha aula, que eu ensino. Dou yoga.

E despiu-se, muito descontraidamente, enquanto dizia isto. Eu, com mais oito ou nove quilos em cima e barriga onde cabem duas Carolinas Patrocínios, ela com o melhor corpo que me lembro de ver, completamente tonificada e ainda cheia de curvas, barriga lisinha tinha mesmo o corpo que sonho um dia ter.

Nem te perguntei, desculpa... Importas-te que te mexam assim na barriga? É que nem pensei, vi a barriga linda de grávida e não resisti.

Eu já só pensava no yoga e em ficar com um corpo igual àquele, daqui a uns meses. Naquele momento, se ela me garantisse que com as aulas eu ficaria igual em pouco tempo, tudo seria perdoável.

Não, não. De todo. Estás à vontade. Toca na barriga quando quiseres.

"Se é o preço a pagar pelo passaporte para um futuro corpo de sonho, toca-me na barriga à vontade", pensei. Sim, as barrigas são magnéticas. Com bebés ou sem bebés dentro.

quinta-feira, 3 de Abril de 2014

E desejos? E desejos?

Até agora, não tive ainda desejos de grávida surpreendentes e relevantes, o que me desilude muito. Imaginei-me uma grávida cheia de estilo, a salivar com alimentos raros e de requinte, e a contar a todos "sim, de facto tive alguns desejos.... ostras, foie gras aromatizada com vinho do Porto e redução do mesmo, camarão tigre com molho de leite de coco e caril sobre risotto de ervilhas, magret de pato marcado ao momento em cama de puré de batata-doce... nada de especial, portanto". Mas seria mentira. As únicas vezes que dei por mim a salivar por algo foi ao ver alguém beber gin (é mau, eu sei), ao passar no Mcdonald's e a sentir aquele cheirinho a batatas fritas, e ao ver uns croissants de chocolate ótimos que há ao pé do meu trabalho. De resto, a gulodice normal de antes e a necessidade semanal de ir comer sushi. Desculpa, filha. Não vais poder dizer mais tarde, em conversa com amigos, num qualquer restaurante in do momento, a saborear um prato gourmet qualquer "acredito que este prato é dos meus preferidos, porque já a minha mãe adorava e tinha desejos disto quando estava grávida!". Desculpa se te impeço de brilhar e de ganhares a admiração de todos com a tua classe e requinte que já vem do útero.

Peço também desculpa por não andar a ouvir todos os dias Chopin, Bach, Beethoven, Schumann, Liszt e Tchaikovsky de forma a permitir que o teu cérebro se desenvolva a uma velocidade estonteante, como os livros e os fóruns de grávidas na internet recomendam. Sim, ando a ouvir os meus grupos do costume, que vais com certeza achar antiquados quando fores mais velha.

Ah e desculpa também não andar a ler obras do Sófocles, Virgínio, Confúcio, Shakespeare, Goethe, Baudelaire ou Dostoievski no original, em voz alta para ti, todas as noites, de forma a nasceres já poliglota e intelectualmente evoluída, como também já li nalgum lado que devia fazer.

Desculpa. Mas garanto-te que, mesmo sem ter desejos de pratos gourmet, sem ouvir música erudita ou sem ler os grandes clássicos da literatura durante os meses em que estive grávida de ti, desde que te senti a primeira vez que não caibo em mim de alegria. Foi uma gravidez feliz, tranquila e sorridente. E acredito que, no final, isso vale mais que qualquer truque barato lido em fóruns de grávidas ou lido em livros dos grandes entendedores de bebés para fazer de ti uma pessoa também feliz e confiante. Sentes esta alegria toda, não sentes? Sentes este amor que não cabe em mim, não sentes? Quanto à tua erudição... Temos toda a vida para tratar disso se for essa a tua vontade.

terça-feira, 1 de Abril de 2014

O melhor elogio que podem fazer a uma mulher grávida é....

Opções:
1. Estás linda! Não engordaste nada, tens zero celulite, o teu corpo está tonificado e só ganhaste mesmo barriga. A gravidez fica-te mesmo bem!
2. Acho que nasceste para ser mãe. Vais ser uma ótima mãe, não tenho dúvidas.
3. Uau as tuas mamas cresceram tanto! Não consigo deixar de olhar para o teu decote, parecem magnéticas!!
4. O seu colo do útero é ótimo. Maravilhoso!! Olhe só que perfeição de colo de útero.

Então, estão inclinados para qual opção?
Txann txaan txaaan taaaaaan. E a resposta correta é mesmo a última hipótese. Ouvi isto da ginecologista e saí de lá como um pavão em plena conquista: inchada e toda orgulhosa de mim mesma. Sim, definitivamente a gravidez põe-nos em modo totó. Noutra altura qualquer, quase nada poderia suplantar as outras 3 hipóteses. Nesta altura do campeonato, no entanto, a definição de "o que conta é a beleza interior" ganha novos e perigosos contornos...

segunda-feira, 31 de Março de 2014

Juro.

Juro que queria voltar a escrever aqui diariamente como antes e até postar duas ou três ao dia.
Juro que continuo a pensar no blog todos os dias.
Juro que continuo com ideias e com imensa vontade de escrever.

Mas... juro também que nunca tive tanto trabalho como agora.
E juro que são neste momento 22 horas e desde que comecei a trabalhar, bem cedinho, só parei ainda uma hora para almoçar. Mais estes minutos para vos dar um "olá". E vou continuar ainda umas valentes horas...

Ah... E juro que quero muito abrandar.
Pela bebé.
Por mim.
Por vocês.
Só que não está nada fácil.

Lembram-se de ter pedido um colaborador aqui há uns tempos? Fi-lo na altura mais a brincar que outra coisa (desculpem a quem não respondi ainda, prometo que vou fazê-lo mal tenha uns minutos!!). Agora começo a repensar se não precisaria mesmo... Aii que isto de ser uma grávida trabalhadora até ao fim tem que se lhe diga... Como é que há mulheres que conseguem trabalhar, ter três ou quatro filhos e ainda ter tempo para serem mulheres, amigas, filhas...?... Preciso de saber o segredo. Urgentemente.

sábado, 29 de Março de 2014

... Porque eu mereço

Hoje tinha que acordar às 6h, meter-me no comboio, fazer mais de 600kms, tinha prazos para cumprir, trabalho para entregar e até a chuva lá fora bem cedo não ajudava. Lá me meti no comboio, com o computador, a papelada e a mala debaixo do braço, a tentar perceber como é que já se via tanta gente na rua àquela hora...
- Vai tomar pequeno-almoço?
Olhei para a senhora que me fazia a pergunta e depois olhei para a carruagem do bar, a três carruagens daquela em que estava sentada. E olhei para a barriga, que me pareceu suplicar descanso.
- Quero, sim.
Paguei mais do que devia por uma amostra de pequeno-almoço só por mo levarem ao lugar e não ter que me deslocar para ir comprar, mas soube-me pela vida e ainda consegui dormitar um pouco. Quando cheguei ao destino, não quis saber de transportes públicos nem andar a pé. Que se lixe o ter que ser forte todos os dias, eu estava acordada desde as 6h e tinha 4 horas de sono em cima e um dia de cão pela frente. Chamei um táxi e pronto.

Balanço do dia? Muito dinheiro mal gasto, mas pelo menos sinto que minimizei o cansaço e dei-me(nos) os miminhos possíveis, dentro das condições possíveis. Desculpa, bebé. Prometo que nos próximos dias vou tentar descansar mais. Tens um mês e meio para aguentares aí dentro, ok? Já não falta muito. Eu vou tentar fazer tudo para que seja um mês e meio mais tranquilo que aquilo que tem sido. Temos o resto da vida para nos conhecermos, agora é esperar calmamente pelo dia do nosso encontro...

quinta-feira, 27 de Março de 2014

Mostra-me a tua barriga, dir-te-ei quem és

Ando obcecada com barrigas. Normal no estado atual em que estou, certo? Antes de engravidar, andava obcecada com barrigas lisinhas e tonificadas. Depois, passei a reparar apenas em barrigas de grávida - "olha, de quantas semanas estará aquela?". E passei a analisar a minha quase diariamente: "não devia ter uma barriga maior, já?", "hoje a barriga não parece que encolheu?", "vês alguma estria aí do lado?", "não achas que a barriga cresceu muito este fim-de-semana?", "será que estou com a barriga grande demais para o tempo que ainda falta?", "o meu umbigo não está esquisito?", "o meu umbigo não parece que está a ganhar vida própria?". Sim. Tenho vivido um pouco voltada para o meu próprio umbigo, admito.

Só que desde há uma semana começaram a falar-me também da barriga na fase pós-parto e isso começou a assustar-me. "Olha que mesmo quando tiveres a bebé vais continuar com uma barriga de cinco meses", "olha que os órgãos estão todos fora do sítio e demoram a ir ao lugar", "sabes que nunca mais voltar a ter a minha tonicidade", "mentaliza-te para o pior", "prepara-te para este verão usares fato-de-banho". E outras frases tranquilizadoras. Resultado? Hoje sonhei que estava deitada e que de repente tentava pegar no lençol, mas este era feito de pele da minha barriga. A minha barriga estava tão flácida e elástica que me aquecia. Não é o sonho mais nojento de toda a história? Eu sabia que não devia ter visto o filme "O Ritual" sozinha à noite, com grávidas a serem exorcizadas, e sabia que não devia ter lido aquele artigo da Sábado sobre mulheres que abortam no fim da gestação. Sabia que ambos podiam causar pesadelos. Mas não sabia era que estes avisos sobre a barriga iam ter efeitos mais nocivos nos meus sonhos que qualquer exorcismo visto num filme. Sim, ando a ter os sonhos mais doidos de sempre... Tenho que voltar a concentrar-me em barrigas lisinhas e tonificadas ou barrigas lindas de grávidas, para ver se volto aos sonhos cor-de-rosa.

Balanço a mês e meio do dia "D" (esperemos)

Provas superadas:
1. Tenho conseguido colocar religiosamente creme para as estrias todos os dias de manhã e à noite. Para isso também ajudou ter recebido seis (!!) embalagens de cremes. A verdade é que tanto pedi que o Pai Natal foi generoso e há-de ajudar-me nesta luta inglória contra as malditas estrias. Até agora não vi nenhuma na barriga, ancas ou no peito, mas a verdade é que não tenho grande visão para as costas... Espero que não andem a tramar-me pela calada...
2. Zero dores, cansaço, problemas a dormir ou mudanças de humor.
3. Já fiz cinco sessões de massagens de drenagem linfática manual e hei-de continuar, a ver se não fico com troncos em vez das pernas. Para já, tudo normal.
4. Uso os meus anéis todos e calço tudo igual a sempre. Não houve alterações nas mãos ou pés, e até mantenho os saltos para trabalhar. Será por não estar muito calor? A ver vamos se se mantém assim. Entretanto, fui ao El Corte Ingles e muni-me de mini meias e collants de ligas de descanso, o mais forte que lá tinham. Os collants "normais" para grávida, com suporte para barriga, não faziam pressão nenhuma nas pernas e desisti de os usar. Estes, duma marca que só se vende lá, são tão fortes que quando os calço sinto anjinhos invisíveis a massajarem-me as pernas. Acho que não vai fazer inchaço que lhes ganhe.
5. Tenho conseguido ir ao ginásio regularmente, embora agora só nade. Sabe-me sempre vida e é terapêutico, por isso, nem voltei a por os pés nas máquinas. Tenho nadado meia hora non stop, a fazer basicamente bruços. Espero que a Cookie goste tanto como eu.
6. Já temos o berço, carrinho (optámos pelo Bugaboo Cameleon com tecido bege clarinho, mas ando de olho numas edições especiais lindas lindas lindas e super femininas), alcofa, mais conjuntinhos, mantinhas e ate babetes. As coisas andam a compor-se...
7. Ando a ler "O bebé mais feliz do mundo", do pediatra Harvey Karp (obrigada, R.!!) para ver se domino as técnicas todas para parar o choro. O livro tem teorias um pouco excêntricas, mas se resultarem... quem sou eu para duvidar?
8. Os movimentos da barriga são agora tão fortes que é possível assistir em primeira fila. Ele é braços, ele é pernas. A barriga mexe-se duma forma incrível e já vi a minha mana a ficar emocionada com o espetáculo. Realmente é a maior ligação que a minha filha pode ter com o exterior, para já...
9. A roupa continua a servir quase toda, o que é bom porque não precisei de comprar roupa de grávida. Os casacos não apertam e as calças justas não servem, mas tenho conseguido adaptar o anterior guarda-roupa.
10. A bebé já se virou de barriga para baixo.
11. Começámos a fazer o curso de preparação para o parto.
12. Continuo sem medo do parto e apenas ansiosa de a ter nos braços.
13. Voltei a sonhar com ela e é sempre parecida comigo em bebé. Futurologia ou egocentrismo??

Provas não superadas:
1. Não tenho dormido tantas horas como devia. Continuo a ir para a cama tarde e a más horas.
2. Apesar de ter um plano alimentar, a minha boca continua a ter vida própria e alimenta-se frequentemente de doces e guloseimas.
3. Ainda não decidi em que hospital vou ter a bebé, se no privado com o meu médico, se no público com outro médico qualquer. A verdade é que preferia ter no público, mas por outro lado o meu médico é tão descontraído que acho que íamos entender-nos bem num momento já de si com tanto stress.
4. Ainda não comecei a preparar a mala de maternidade. Nem comprei a primeira roupinha da bebé, "a" roupinha.
5. Não tenho falado tanto com a bebé e posto tanta música como primeiro tinha imaginado. Espero que o cérebro se desenvolva bem na mesma, mesmo sem Chopin ao deitar. Gostas de Arcade Fire também, não gostas?
6. Não temos ainda banheira, ovo ou a futura cama de grades. Mas temos mil ideias... Ando a pensar investir em fotografias de animais bebés (descobri um site que tem exatamente o que quero, da fotógrafa Sharon Montrose e vou começar a encomendar algumas) e num mapa gigante com pins dos sítios onde já fomos, para ela começar a querer conhecer o mundo e o reino animal.
7. Ainda não decidi se vou fazer babyshower ou se é demasiado "por-favor-da-me-presentes" e americano/piroso. Há um lado de mim que gosta.
8. Não me lembro de mais nada. Por isso, devo ter problemas de memória.

Posto isto, parece-me que o balanço tem sido positivo. Há um caminho a percorrer, mas esperemos que a bebé se aguente aqui até ao dia previsto. (Ouviste, filhota??) Copiando a frase famosa, só me resta esperar: "May the four(teen) be with you".

terça-feira, 25 de Março de 2014

O aniversário é quando uma mulher quiser

Entretanto, como passei o dia de anos "sozinha" (i.e., a trabalhar longe dele e da família), decidi que também fazia anos no sábado. Sim, se o Natal é quando um homem quer, porque é que nisto dos aniversários não podemos também decidir a data que nos for mais conveniente? Pois então decidi que sábado também fazia anos. A quarta tinha sido um aquecimentozinho, apenas. Foi um dia giro, com um almoço e um jantar que até excederam imenso as expetactivas, mas no sábado é que ia ser. Estávamos quase a adormecer, já juntinhos, quando o lembrei da minha resolução, como quem não quer a coisa: "não te esqueças que amanhã é o meu aniversário". Ele riu-se. "Já sabes que podes acordar-me daquela maneira, já que é o meu aniversário". Não custa nada dar dicas, certo? No Natal também damos listas ao "Pai Natal", por que não fazer aqui o mesmo? "Está bem, está bem. Não me esqueço que amanhã fazes anos", respondeu. Ignorei o tom de gozo e dei-lhe na mesma o beijinho de boa noite.

Resultado? Lá acordei daquela maneira tão desejada. "Parabéeeeeeens!!!!", gritou-me, meio a cantar, enquanto eu ainda dormia profundamente debaixo dos lençóis. "Parabéeeeeeeeeens!!!", repetiu, a rir-se. "Acorda, aniversariante!! Fazes anos!!! Ou já não te lembras??" Acordei logo com dor de barriga de tanto rir com aquele teatro dele. Lá me colocou na cama um tabuleiro com o pequeno-almoço improvisado, mas com direito a torradas, sumo de laranja e meia de leite. Se estavam a pensar noutras coisas, lamento desiludir. Era mesmo a isto que me referia: pequeno-almoço na cama. Depois duma semana a trabalhar das 9h às 21h merecia. Tãaao bom! Depois, almoço junto à praia com a minha querida irmã também. Passeei a pancinha e mostrei-lhe a luz do dia. Mega gelado. Namorei. Muito. Por fim, o jantar oficial de aniversário. E, no domingo, celebração em família.

Qual quarta-feira de aniversário longe de tudo metida dentro de quatro paredes a trabalhar? Sábado, o dia de anos que optei por ter, tive o aniversário que senti que merecia. A felicidade às vezes é isto, não é? É estarmos a conduzir, encontrarmos uma estrada cheia de buracos, não desesperar, voltar para trás, ir por outro caminho, e chegar ao destino na mesma e até com melhor paisagem. Não temos que ser os primeiros, mas podemos ser aqueles que chegam de sorriso rasgado, "V" de vitória bem levantado e se divertiram mais na viagem.

... porque o aniversário é quando uma mulher quiser.

segunda-feira, 24 de Março de 2014

Sim, estou viva! (e mais velha)

Não escrevo há uma semana. Foi o maior período que tempo que estive sem escrever desde que tenho este blog. Só que, na verdade, não estive sem escrever estes dias. Na verdade escrevi todos os dias e até mais que uma vez ao dia. O que aconteceu foi que, pela primeira vez, não carreguei no botão “publicar”, no fim de escrever cada texto. Faltou-me a coragem ou a vontade de me expor, não sei bem qual das duas foi. Costumo escrever tudo e publicar sem perder um segundo a pensar se será informação demasiado pessoal ou não. Nestes dias, no entanto, pela primeira vez, questionei até que ponto deveria expor-me tanto ou se não seriam posts demasiado da “esfera privada”. Um dos posts, escrito na terça-feira, era a divagar sobre as diferentes formas com que cada um lida com as emoções mais profundas. Uma pessoa próxima morreu, como terão percebido pelo último texto, e a morte de alguém que nos é querido mexe sempre connosco, mas mexe com cada um de uma maneira muito própria. E escrevi de forma emocionada sobre como foi ver a pessoa que mais gosto no mundo a debater-se para ser forte, na despedida da sua avó, quando eu própria não consegui ser. Escrevi sobre os homens que têm capacidade de se mostrar serenos, mesmo quando o mundo deles desaba e quando os seus corações perdem para sempre uma parte, de forma irreversível. E escrevi também como, por vezes, é difícil proteger, tranquilizar e dar força a alguém que já de si mostra força pelos dois. Num dos dias mais tristes da vida dele, sinto que foi ele que me protegeu e abraçou a mim, apenas "neta emprestada". Sinto que o cenário se inverteu. E sinto que, infelizmente, acabou por sofrer ele sozinho, num recanto isolado e distante dele mesmo, onde nem eu consegui chegar e confortá-lo. Sim, somos todos diferentes e nem todos lidamos de forma igual com a alegria ou com a dor.

Outro dos posts era depois sobre o meu dia de anos e o facto de, pela primeira vez, ir passar a meia-noite do aniversário sozinha. Eram considerações sobre o trabalho, sobre a vida pessoal, sobre o estar (voluntariamente, diga-se) obrigada a estar longe de tanta gente para poder continuar a evoluir profissionalmente - pelo menos assim o espero. Eram, portanto, considerações sobre mim, mim, mim. Cheguei ao fim e aquilo pareceu-me tudo demasiado egocêntrico. Não tive coragem de publicar, ia só maçar-vos com teorias sobre a minha própria maneira de ser e como evoluí nos últimos anos até me ter tornado muito muito menos carente. Não carreguei no “publicar”, porque pareceu-me um texto mais escrito em jeito de auto-psicologia barata que outra coisa qualquer. Não carreguei no “publicar” e, em vez disso, desliguei o computador, desliguei a televisão, liguei a música e decidi começar o aniversário da melhor maneira possível. Eram os meus anos e decidi mimar-me. Tomei um longo banho, fiz um chá, sentei-me no sofá a ler com a chávena ao lado, bem quentinha, com a Malti aos pés a observar-me de forma desconfiada e a bebé aos pontapés, a acompanhar a batida da música. À meia-noite, o telefone começou a tocar e a distância deixou de existir. As palavras começaram a preencher parte daquele sofá, ao ponto de me sentir abraçada e acarinhada. As palavras são só palavras, eu sei. Mas à meia-noite do dia dezanove de março, aquelas palavras ganharam vida e abraçaram-me, não me deixaram sentir sozinha, e festejaram comigo os recém-chegados trinta e dois.

Outro dos posts era um balanço do dia de anos. E contava a conversa que tive com uma tia minha que, basicamente, me perguntou, depois de dar os parabéns, se não me sentia invencível desde que estava grávida. A verdade é que sinto. Não sei se acontece com todas as grávidas, mas comigo tem sido assim. Sinto-me invencível, sim. Sinto-me cheia de força e energia. Já a minha mãe me dizia que nunca foi tão feliz como quando estava grávida, que se sentia bonita, feminina e otimista como nunca. Finalmente percebo o que as mulheres da minha família me foram dizendo ao longo dos anos. O trabalho longe de todos ou com demasiadas horas, os problemas que vão surgindo no dia-a-dia, tudo é relativizado, de repente. E talvez por isso não tenha conseguido publicar o que escrevi sobre a perda duma pessoa querida, ou sobre o facto de estar sozinha no dia de anos – não quis deixar registadas emoções tão negativas. Elas existiram e tiveram importância – muita importância. Mas foram devidamente expurgadas também. Sim, sinto-me otimista e forte. Sim, talvez por isso tenha decidido não publicar relatos menos felizes. Tenho uma vida a crescer dentro de mim e é a isso que me agarro: ao futuro, aos próximos trinta e dois. E que sejam pelo menos tão felizes como estes. A vocês que esperaram por mim... obrigada! ;)