terça-feira, 25 de Novembro de 2014

Não tenho uma profissão com glamour

Hoje, à hora de almoço, fui fazer uma massagem. Uma das que recebi no voucher e cuja história contei aqui. E, enquanto, as minhas costas eram completamente massacradas (quem me mandou dizer que não estava a doer e que podia fazer com mais força?), dei por mim a pensar num tema relevante para o mundo e que me parece que ninguém está a dar a atenção devida: "o que contará um massagista à cara-metade no final do dia?". Falará do tipo de costas que tocou? Dos tipos de pele, mais ou menos macias? Descreverá o tipo de pessoas que massajou, mais ou menos sensíveis? De qualquer maneira, é algo que qualquer pessoa, tenha a formação profissional que tiver, compreenderá, certo? Pois... Uma decoradora igual. Um professor. Um jornalista. Até um arquiteto ou um engenheiro, imagino eu... São profissões que, mesmo que sejam complexas, passam por atividades relativamente fáceis de explicar e "palpáveis". Eu? Eu chego a casa, no final do dia, e sinto que tudo o que conto é chinês. Tento descomplicar. Tento contar de forma interessante. Tento contar só os pormenores que me parecem engraçados. Mas percebo sempre que continua a compreender o que faço tanto como os chineses nos compreendem nos restaurantes.

Ora, como perto de onde trabalho há um consultório dum psiquiatra, criei uma espécie de alter ego que uso quando estou sem vontade de falar do meu dia: sou uma rececionista muito ocupada e dedicada ao trabalho.
- Então como é que foi o teu dia?
- Ai nem digas nada! Hoje o Doutor teve um paciente que veio sem marcação no fim do dia e esteve lá mais duma hora. Já está em tratamento há três anos, mas agora teve uma recaída. Nem parecia o mesmo, estava mesmo perturbado! Tive pena do Doutor!
ou
- Estive a ligar para uns pacientes que não pagaram ainda. Isto está complicado, o Doutor facilita os pagamentos, porque já os conhece há muitos anos, mas eles depois não pagam e eu é que me chateio.

A verdade é que o meu alter ego tem um quotidiano bem mais fácil de explicar que o meu. Um dia destes crio outro alter ego relações públicas. E depois outro jornalista de famosos. E hei-de ter mil e uma histórias interessantes e cheias de glamour para contar no final do dia.

A minha família é cigana

Ontem tivemos jantar de família em casa. A dada altura, fui ao quarto buscar qualquer coisa que lá tinha deixado e, quando voltava para a sala de jantar, reparei no barulho ensurdecedor que ali estava. Parei à porta. Olhei lá para dentro e estava a Constança aos gritos e risinhos histéricos "báaaa!!" enquanto o meu pai a chamava e ria, a minha irmã dava gargalhadas e a chamava também, na televisão alguém falava sobre algum assunto a que ninguém dava importância, e a minha mãe perguntava qualquer coisa, recebendo duas ou três respostas em simultâneo. Olhei lá para dentro e tentei ver e ouvir aquilo tudo pelos olhos da minha filha: numa casa que costuma ser relativamente calma, só com os pais (que até falam baixo), ter, de repente, tanta gente, e a falar alto e ao mesmo tempo, devia ser estranho. E cansativo, pensei. É que parecia uma família de ciganos: não sendo muitos, pareciam multiplicar-se, faladores, barulhentos e sempre em movimento! Pensei "esta noite ninguém a vai acalmar!" e voltei para o jantar. Eu estou habituada à minha família e à intensidade dela, mas pensei que para a bebé seria cansativo tanta animação.

Escusado será dizer que me enganei redondamente. Pela primeira vez em duas semanas a minha filha adormeceu a horas decentes. Festa. Esta miúda quer é festa e animação, está explicado. Mas realmente só tem a quem sair.

segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

E saudades de estar grávida?

Já me perguntaram mais de uma vez: "E saudades de estar grávida? Não tens?". Não tenho. Não tenho mesmo. Adorei estar grávida. Adorei cada sensação nova. Cada pontapé. Adorei sentir que estava sempre acompanhada dia e noite, que tinha alguém a crescer dentro de mim e cujo coração batia em sintonia com o meu. Mas foi, em simultâneo (e ironicamente), uma das fases mais solitárias da minha vida. Tive que passar os nove meses a trabalhar longe de tudo e de todos. Com horários loucos. Com viagens, e viagens, e viagens. Com muitos almoços e jantares sozinha, só eu, a Malti e aquela bebé que estava separada por nós por uma ténue cortina de líquido amniótico e pele. Com viagens ao supermercado sozinha, a trazer garrafões e pacotes de leite a passo rápido, com o casaco a disfarçar a barriga, para não virem logo dez pessoas a oferecer ajuda - eu não queria ajuda, estava cheia de genica e força, obrigada! Sim, eu estava cheia de genica, e força, e otimismo e calma, mas sempre vi a gravidez como um meio para atingir um fim: a minha bebé. Adorei estar grávida, mas cada dia era passado apenas na expectativa de conhecer a minha bebé desejada. Para mim estar grávida foi como um 23 de dezembro: estamos felizes, mas queremos é o NATAL, certo?

Por isso, não, não tenho saudades. Quero muito voltar a engravidar (daqui a uns anos, não para já). Quero muito voltar a ter uma gravidez santa como tive. Mas olho para trás e só penso que, numa próxima gravidez, quero viver tudo de outra forma. Sim, tudo se arranja. Tudo é possível. Eu sobrevivi a uma gravidez assim, maluca e cheia de trabalho, e maioritariamente sozinha. Muitas mulheres sobrevivem. Mas agora que vejo tudo à distância, vejo que só há uma explicação: o que tem que ser tem muita força. Só consegui, porque teve mesmo que ser assim. Tive que ser forte. Tive que tornar-me forte. E tenho orgulho do que consegui fazer. Mas nunca, nunca mais quero ter que passar pelo mesmo. E não desejo o mesmo a nenhuma grávida: a gravidez é para viverem com os vossos maridos e namorados. Se não puderem, saibam que se sobrevive. Eu sobrevivi. Mas para a próxima façam por mudar e vivam a fase mais bonita da vossa vida junto de quem é vos é mais especial. É assim que quero viver a próxima: com todo o mimo, carinho e atenção a que uma grávida tem direito. E tenho a certeza que, aí sim, ficarei com saudades de estar grávida.

Onde estavas na madrugada de 22 de novembro?

...A acalmar a fera, que continuava a chorar como gente grande.

Sexta-feira, uma e meia da manhã, e eu já estava com olheiras até ao chão.
Já tinha experimentado todo o meu repertório de músicas infantis, tinha feito uma breve incursão ao fado (Amália, espero que não estejas a dar voltas na campa por minha causa!), às músicas que me lembrava da catequese, e acabei, como sempre, a inventar músicas e letras sobre os mais variados temas. Sim, chega uma hora em que vale tudo!
Já tinha experimentado embalá-la.
Já tinha experimentado dar mais e mais leite ("terás fome?").
Já tinha experimentado trocar de fralda e de roupa ("estarás incomodada com alguma coisa?").
Já tinha experimentado deitá-la na cama e deixá-la ficar até adormecer ("vou educar-te, minha menina! isto não é só mimo!!").
Já tinha experimentado tirá-la da cama e dar mimo, em modo completamente bipolar ("coitadinha, pronto, anda cá, não estava a falar a sério").
Já tinha experimentado conversar com ela de forma adulta e explicar-lhe porque é que não era razoável continuar acordada, com toda a argumentação possível e imaginária.
Já tinha experimentado cantar mais.
E tinha voltado a apelar-lhe à razão ("não achas que já devias dormir? é tarde e tens seis meses apenas... não são horas de estar acordada. guarda essa vontade para quando fores adolescente e quiseres sair à noite. ou para quando fores adulta e tiveres prazos no trabalho para cumprir...")
Estava K.O.!

Até que liguei a televisão e comecei a assistir às notícias: "José Sócrates detido". "Como???".
Não queria acreditar. E ali fiquei a ouvir as notícias. E a acreditar que, afinal, não vivemos num país em que a chico-espertice vinga sempre. A acreditar que, afinal, não vivemos num país em que o excesso de formalismo se sobrepõe sempre ao que está materialmente errado. A semana passada foi histórica. Digam o que disserem, tenham todos os processos ("golden visa", Sócrates, etc) o desfecho que tiverem, e tendo sempre presente a presunção de inocência, a verdade é que nunca mais nada será como dantes.

A semana passada foi histórica. E a madrugada de 22 de novembro foi apenas o culminar de uma nova era. Não se trata só de ser quem é, de se gostar ou não da pessoa em causa. Mas trata-se, sendo quem é e quem foi, de tudo o que isso significa: 1- Ninguém está (realmente) acima da lei; 2- A justiça pode ser praticamente invisível, pode ser lenta e pode ser demasiado formalista. Mas trabalha. E não dorme; 3- O crime não pode compensar. Seja praticado por quem for.

Fiquei colada à televisão, calma e expectante, a tentar perceber tudo o que estava a acontecer. Escusado será dizer que olhei para baixo e vi que a fera estava adormecida. Adormeceu em dois minutos.

Onde é que eu estava na madrugada de 22 de novembro? Em casa, com o meu animal feroz adormecido nos braços, numa perfeita analogia com o que estava a acontecer lá fora.

sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

O Linkedin é o novo Hi5

Tenho uma dúvida (além de saber como é que consigo por a louca da minha filha a dormir antes das 4h da manhã, mas não vos quero maçar mais com isso): quando é que o Linkedin se tornou no novo Hi5? Sim, Hi5. É que nem se tornou Facebook, tornou-se mesmo no velhinho e nostálgico Hi5!

Passo a explicar: primeiro, é possível, no Linkedin, ver quem andou a espreitar o nosso perfil. Lembram-se de essa funcionalidade existir no Hi5? Íamos "cuscar" alguém, essa pessoa sabia que tinha sido "cuscada" e, às vezes, até era assim que começava uma bela história de amor. Ou apenas um engate. Mas começava qualquer coisa. Pois no Linkedin também é possível saber quem nos foi sorrateiramente ver. Mais: não só é possível saber quem nos viu, como essa informação é-nos impingida via email. Semanal ou bissemanalmente recebemos algo do estilo: "Olá! Estas são as pessoas que te andaram a espreitar esta semana" e o email é ilustrado com os sorridentes e sorrateiros curiosos. Assim, ficamos a saber que a namorada do teu ex está muito preocupada com o teu percurso profissional; ficamos a saber que aquele teu colega do 6.º ano, que pouco falava nas aulas, ainda se lembra de ti; ficamos a saber que os jogadores de futebol de determinado clube se preocupam também em expandir a sua rede de contactos profissionais; e ficamos também a saber que o carteiro que te costuma dar os avisos de receção para assinar também andou à tua procura (sim, leram bem). Isto é ou não é igualzinho ao que tínhamos no defunto (a Internet o tenha em paz!) Hi5?

Em segundo lugar, há o tema "definições de privacidade", que muito deixam a desejar, tal como no longínquo Hi5. Aqui, toda a gente pode ver toda a gente e ficar a saber, basicamente, o que toda a gente andou a fazer desde que nasceu, desde qual foi a creche, qual foi o infantário, se tocou violino ou ferrinhos, se fala Mandarim ou Russo, se domina o Excel ou o PowerPoint,... No fundo, é até um Hi5 mais requintado, em que, em vez das músicas ou dos filmes preferidos, se apresentam os mais variados "skills" (sim, sempre em inglês) numa espécie de Cinderella moderna, que já não se limita a limpar o chão e a passar a ferro - também faz o curso de formação para formadores à noite.

Por fim, outra funcionalidade do Linkedin que parece trazer de volta o Hi5 são as mensagens e até os "gostos" - "o não-sei-das-quantas-que-nunca-te-viu-mais-gorda-mas-que-é-teu-contacto-no-Linkedin gostou que tivesses celebrado 5 anos no teu emprego!". O Hi5 era uma introdução ao engate virtual, digamos assim. Pela primeira vez, homens e mulheres eram colocados em frente a um computador e podiam ver fotografias públicas uns dos outros, escrever no mural uns dos outros, etc. Como introdução ao engate que era, a coisa acabou a descontrolar-se um bocado, tornando-se praticamente um safari virtual, onde se tentava caçar a melhor presa ou ser caçado. Depois veio o mais contido Facebook, que, de certa forma, se situa no nível intermédio de engate virtual, e o safari foi controlado. Agora o Linkedin parece-me a mim que também peca por ser a primeira rede social profissional. Mais uma vez, estamos ainda no nível de introdução ao "networking", pelo que as coisas começam novamente a descontrolar-se. Primeiro, só se adicionavam pessoas da mesma área profissional. Depois, começou a adicionar-se um pouco de tudo e a mandar-se mensagem privada a disponibilizar os serviços (profissionais, claro). Ao mesmo tempo, os recrutadores estão por todo o lado e são mais que as mães, sempre a mandar mensagens e a pedir o número de telefone "para conversar sobre uma nova oportunidade profissional". Sim, o Linkedin está a tornar-se o novo safari virtual: nalguns casos, a caça até é realmente pelo melhor profissional (e, nesse aspeto, bendito seja, tem realmente esse mérito!), mas noutros casos, a verdade é que a profissão já se tornou completamente secundária ou, pelo menos, apenas serve para conferir algum "pedigree" à presa.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2014

E a loucura continua

Esta noite tudo se repetiu: os gritinhos, os risos, os pontapés no ar, o contorcer-se toda, o choro depois,... Até quase às cinco da manhã. Eu estava desesperada e fiz tudo o que vem nos manuais. Sim, fiz literalmente tudo o que vem nos manuais, porque tenho dois livros só sobre o sono dos bebés e ia lendo enquanto a tentava adormecer. Parecia tortura de sono. Lá acabou por adormecer nem sei como. Eu, algures entre as 23h e as 5h, cheguei a dar dois berros, tal era o desespero, e acabei por adormecer também exausta. Exausta como se tivesse passado um camião por cima de mim. Hoje estou com o coração na garganta, a bater loucamente, o estômago parece apertado e até tremo. É tortura. A sério. Tortura do pior que há. Por isso, se quiserem alugar uma bebé louca para enlouquecer os vossos piores inimigos, falem comigo. Podemos chegar a um acordo simpático. Entre as 23h e as 5h da manhã, é toda vossa.

Hoje de manhã, depois da noite que tivemos, dormi até ao limite do tempo, sempre a carregar no despertador para adiar. Lá saltei finalmente da cama, despachei-me o mais que pude, e saí de casa sem tomar o pequeno-almoço - algo que só faço mesmo quando estou atrasada. Passei então num cafezinho simpático onde passo às vezes, para ver se comprava uma sandes de fiambre. Fui barrada à porta:
- Saia, menina, saia.
- Desculpe?
- Menina, não pode entrar.
- Que se passa?
- Estamos a realizar um simulacro.
E é isto. Já não bastou a minha noite ser um terramoto de choros e gritos, ainda me havia de calhar o único café que conheço que faz simulacros. Às nove da manhã. Este dia só pode realmente melhorar.

quarta-feira, 19 de Novembro de 2014

Saiu-me uma filha louca

A Cookie é uma bebé mesmo bonita. Pele de porcelana, que apetece tocar e fazer festinhas. Um cheirinho que apetece snifar a toda a hora. Uma boquinha que parece um coração. Uns olhos que parecem dois peixinhos rasgados, cheios de pestaninhas muito enroladas, e que são a coisa mais meiga do mundo. Um sorriso que me derrete. Desde há duas ou três semanas que diz "babá", "papá", continua sem esquecer o "ruiii" e há dias até lhe saiu um "ouáa" que tive a certeza que seria um "olá". O "mamã" está mais difícil, mas perdoo-lhe. Parece-me realmente mais difícil de pronunciar. A Cookie é uma bebé linda. Sou suspeita, sou mãe e, por muito que diga "aii, se fosse feia, admitia", continuo e continuarei a ser sempre suspeita. Eu sei. Vocês sabem. Mas a minha filha é também louca. E mesmo mãe, mesmo suspeita, sei-o e tenho que o admitir. É completamente louca. Para o bom e para o mau. Ri-se muito, pede brincadeira, tem que estar constantemente a ser estimulada com conversa, brinquedos e canções ou entedia-se facilmente e dá gritinhos. Isto de dia até engraçado. Mas quando é meia-noite... Uma da manhã... Quando são duas... Três.... É de loucos! Ontem, eram três e meia da manhã e ela continuava a rir-se, a espernear, a agarrar-me o cabelo, a contorcer-se e a tentar pôr-se a pé, com o corpo completamente duro como uma pedra. Repito: às três e meia da manhã! Desde as onze que estava assim. Estávamos a ficar loucos. Deitava-a na cama e gritava, estendia os braços como a pedir colo, chorava, deitava lágrimas que era uma coisa de partir o coração. Tentava ignorar. Continuava naquele filme. Tentava cantar-lhe. Contar histórias. Pegava nela. Embalava-a. Dava outra vez de mamar para ver se seria fome. Nada! Parecia possuída pelo diabo! Só queria festa. Nós íamo-nos revezando, mas já estávamos a ficar sem paciência para tanta agitação. A dada altura, ele pega nela, com cara de poucos amigos e diz-me, todo mal-disposto "Neste momento, preferia que ela fosse mais feia desde que fosse mais calma também! Juro: é realmente bonita, mas trocava parte da beleza dela por isso, para me deixar dormir!". Eu ia começar a acenar que sim, que sim, que também trocava, também já estava por tudo. Nisto, ela olha para um e para outro, dá o riso mais rasgado de sempre - juro que é a pessoa desdentada com o sorriso mais bonito que conheço -, com aqueles olhos que parecem dois peixinhos, cheios de pestanas enroladinhas, e sai-lhe um "babá!" que soou a coisinha mais querida de sempre, e que, no meio de todo aquele sono e stress acumulado, me soou a "papá" e "mamã" tudo junto.

Corrigi muito rapidamente, a olhar para cima, não fosse o nosso pedido já estar a ser processado, algures lá em cima: "Não trocamos nada, pois não? Queremos que continue a ser assim louca. Queremos, não queremos?". Fazem-se pedidos muito estranhos às três e meia da manhã.

terça-feira, 18 de Novembro de 2014

Ideias de presentes para a melhor amiga

Como o prometido é devido, aqui estão algumas ideias de presentes originais para a melhor amiga. Espero que gostem! Quanto a mim, adoraria receber qualquer um deles...

1. Um bloco de notas ou uma agenda personalizada. Ando apaixonada pelas da Smythson e têm a vantagem de dar para escrever o que quisermos na capa, com a cor que mais gostarmos até "x" caracteres. Se preferirem as Moleskine, no site da marca também dá para fazer algo semelhante, mas ainda não me aventurei. Alguns exemplos de blocos de notas da Smythson já pré-definidos:

"Make it happen". Porque é o que desejamos para as nossas amigas, certo? Desejamos que concretizem os sonhos.
E vamos estar sempre por perto para ajudar. Podem encontrar aqui.

"Busy Bee", para aquelas amigas que não param um segundo e estão sempre envolvidas em mil projetos em simultâneo.
Encontrei aqui.
 2. Uma capa também personalizável, mas com as iniciais da vossa amiga, bem quentinha, na moda e gira que se farta. E ainda por cima muito inspirada na capa da Burberry por que andei a suspirar aqui há tempos. Sim, porque quem não pode caçar com cão, pega no gato e vai na mesma à caça, não é? São lindas lindas. E agora a marca tem também chapéus personalizáveis, para quem quiser impedir irmãos ou namorados de roubarem o chapéu, com o pretexto de que é unissexo. Aqui está a publicidade à capa:

3. Um livro de viagens com uma dedicatória a dizer algo como "para ires escolhendo a nossa próxima viagem". Adorei estes do New York Times com ideias para viagens com a duração de 36 horas, inspirados na rubrica com o mesmo nome. Tanto adorei que vou encomendar para mim também. :)

(Continua....)

segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Ideias de presentes

Tenho reparado que, mês após mês, um dos posts mais lidos aqui no blog continua a ser este que fiz há mais de um ano com ideias de presentes para os namorados, maridos ou para aqueles amigos especiais que queremos surpreender. Como sei que eu própria vou tendo cada vez mais dificuldade em ter ideias novas e vibrantes, e acabo também a pesquisar constantemente, por essa internet fora, por presentes originais e que não sejam mais do mesmo, e como o Natal se aproxima, estou a preparar alguns posts com ideias de presentes que vou apontando e que me parecem adequadas para pais, mães, irmãos, amigos ou para aquela pessoa especial. Nada de coisas caras e que custem os olhos da cara - até porque os olhos da cara dão sempre jeito para ver a reação de quem recebe -, mas sim ideias supostamente originais e, de preferência, com algum significado. Espero que gostem!

quinta-feira, 13 de Novembro de 2014

Fora com os pelos

Queridos amigos! Lembram-se dum certo post, escrito no belíssimo ano de 2013, em pleno verão, em que vos pedia ajuda para encontrar um novo sítio onde fazer depilação definitiva, mas daquela realmente definitiva? Pois bem... Nessa altura, tive muitas respostas e emails de pessoas simpáticas e fofinhas que se disponibilizaram logo a ajudar-me nesta luta desigual contra os malvados dos pelos (obrigada!!). E eu li tudo. E dei graças por ter uns leitores tão espetaculares. E decidi então começar imediatamente a minha luta... não fosse a vida dar muitas voltas e eu descobrir, pouco depois, que estava grávida. Pois é... E grávida não pode andar a levar com laser.

Assim sendo, tive que adiar o meu desejo por um ano e decidi retomar agora a luta, já que no inverno não apanho sol e é a altura ideal para se fazer depilação a laser. A minha dermatologista tinha-me aconselhado especificamente o Laser "Alexandrite" e lembrava-me de ter lido opiniões muito positivas sobre os resultados do mesmo, nomeadamente no blog da Maçã - que falou muito bem deste sítio em particular. Assim, como é no Porto que tenho andado novamente, foi aqui que decidi ir há duas semanas e aproveitar a promoção. É muito cedo para dizer se há resultados. É muito cedo para contar que esta (peluda) história teve final feliz. Mas como gostei muito do atendimento e encontrei um sítio que me parece de confiança - e que até está com promoções -, aproveito para partilhar com vocês esta descoberta. Eles não fazem ideia quem eu sou ou que tenho um blog, fui lá como feliz anónima e sem qualquer "patrocínio", por isso, é uma opinião totalmente desinteressada e isenta. Se forem, espero apenas que gostem também! E que seja um investimento realmente definitivo.

quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Não é legionella, mas parece

Comecei eu: uns espirros primeiro, dores de cabeça depois, até que vieram também as dores de garganta e muita tosse. Para piorar tudo, uns arrepios de frio a dar também um ar da sua graça e umas tonturas do mais incómodo possível, que me fizeram ver tudo a andar à roda como se estivesse com a maior ressaca do mundo. Depois, foi a vez da Cookie começar a espirrar, a tossir e a resmungar como se estivesse doentinha também. Por fim, a ama ficou com os mesmos sintomas e acabámos por ter que deixar a bebé com os avós durante uns dias, para a ama melhorar. Não sei o que se passa por estes lados... Não vivemos em Vila Franca de Xira, por isso, não deve ser Legionella. Mas que é uma bicheza qualquer e forte, lá isso é!

Assim, nos últimos dias andei a tentar fazer como mandam as regras dos nossos avós - um "abafa-te, abifa-te e avinha-te" versão "mantas no sofá, sopas de legumes e chazinhos". E já estamos melhores, finalmente... Quanto à bebé, o kit luta-contra-o-frio-e-bichezas foi este, que é tão fofinho, tão fofinho ao toque que só me apetecia que fizessem camisolas iguais para o meu tamanho (juro que é tão fofinho que parece resultar do cruzamento entre uma ovelha e um algodão doce!):

sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Quem quer uma cinturinha de vespa?

...Todas as mulheres deste planeta, acho eu. Exceto quando estamos grávidas, claro.

Aqui estão os tais alimentos que alegadamente ajudam a reduzir o perímetro abdominal. Se tiverem outros alimentos para acrescentar, se souberem receitas ou até conheçam exercícios milagrosos para ajudar nesta luta, partilhem, por favor! É que entretanto passaram seis meses desde que fui mãe e começo a perder o direito a beneficiar do estatuto de "recém-mamã". Acabaram-se as desculpas para passear alegremente uma barriga gelatinosa e com mais quatro centímetros que antes! Não prometo acabar com o meu vício em doces, mas prometo tentar investir mais nestes alimentos.

 Ora vamos a eles:
-Chá verde,
-Sementes de linhaça,
-Flocos de aveia,
-Peixe rico em ómega 3 (atum, salmão, cavala, sardinha, arenque),
-Vegetais do grupo das brássicas (brócolos, couve flor, repolho, couve de bruxelas, nabo, agrião, rabanete e rúcula).

quarta-feira, 5 de Novembro de 2014

Olá, o meu nome é Pippa, e sou viciada

"Acho que não há motivos específicos. Tudo serve como desculpa. Só que há pelo menos uma desculpa diária. Tenho trabalho até tarde e estou debaixo de prazos e stress? Serve como incentivo. Estou feliz? Serve para comemorar. O dia correu mal? É para me animar. O dia correu melhor que nunca? Então venha o prémio. O filme está a ser ótimo? Então serve para acompanhar. Tenho sono? É a desculpa perfeita para me acordar. Estou cansada? Serve para dar energia. Sim, todos os dias há uma desculpa. Todos os dias tenho necessidade de comer algo doce, seja um chocolate, um gelado, um bolo ou bolachas."

Ontem, no ginásio, a queixar-me ao professor que tenho mais 4 centímetros de cintura que há um ano, tudo por ter sido mãe, ele, muito pouco convencido com a minha desculpa, começou a perguntar-me pela minha alimentação. Queria perceber se eu fazia alguma coisa para reduzir o perímetro abdominal, para além de me queixar tanto e de mal colocar os pés lá no ginásio (ainda não comecei a cumprir o treino que me preparou). Quando lhe expliquei que, nos últimos dez, quinze anos, não devo ter passado mais de um dia sem comer um doce, seja ele qual for, estava a ver que ia ser expulsa dali. É uma doença. Só pode ser. A parte menos má é que disse que me ia enviar uma lista de alimentos que ajudam a reduzir o tal malfadado perímetro abdominal, e outros alimentos que são totalmente proibidos. Temo o que lá vá encontrar... Não haverá clínicas de desintoxicação para viciados em doces?

sábado, 1 de Novembro de 2014

Come a papa

Afinal, ser queixinhas compensa. Há dias escrevia eu aqui que tenho um homem demasiado prático e pouco romântico. Entre nós há alguns hábitos de cada um que são opostos entre si, e em que raramente estamos em sintonia. Como viram, as massagens ou rituais de beleza são um deles: eu, como qualquer mulher que se preze, adorava poder meter-me numa maca a receber massagens dia sim, dia não. Ele odeia massagens, sabe-se lá porquê. Eu adoro o pequeno-almoço e, se pudesse, todos os dias tinha um daqueles pequenos-almoços que se veem nas telenovelas, com uma mesa cheia de iguarias. Ele dispensa bem o pequeno-almoço e diz que acorda sempre sem fome. De qualquer maneira, tal como a água mole, de tanto bater em pedra dura, a acabou por furar, eu também devo ter furado aquela cabecinha, como uma picareta, de tanto insistir que o pequeno-almoço é "a refeição mais importante do dia" ou "não há nada como acordar ao fim-de-semana e sentarmo-nos a comer calmamente, e mi-mi-mi..."

Há dias experimentei as famosas papas de aveia, inspirada essencialmente na Catarina Beato, que tem o blog mais inspirador que conheço. Mas a verdade é que ficaram feias que doía. Moles, pegajosas, primeiro. Sólidas depois, quando as deixei repousar. Mostrei-lhe, comi-as e nem ousei fotografar. Hoje, tinha uma surpresa quando acordei: um pequeno-almoço na varanda. E daqueles dignos de rainha! Mas o que mais me surpreendeu foi isto que aqui mostro: as tais papas de aveia, que estavam totalmente au point, com pera abacate a acompanhar, receita da Catarina. Juro que ele devia cozinhar sempre em minha vez, pois nasceu para isto. E hei-de elogiar os cozinhados dele até que a voz me doa (ou simplesmente até que ele se atire aos tachos). Hoje o dia começou exatamente como costumo idealizar: sol, varanda, e os dois a começarmos o dia juntos, calmamente a conversar, enquanto a Cookie, ao nosso lado, esperneava no ar e se ria sozinha, e a Malti se espreguiçava ao sol, qual lagarto... Ah e o cheirinho a papas com canela, que recomendo vivamente!

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Tenho um homem demasiado prático

Calhou-me na rifa um homem prático, demasiado prático. Depois de eu ter andado meses a insinuar descaradamente que queria uma massagem, em modo crescente – “ai, está-me a doer aqui… aiii, as minhas costas… aiii que me sabia tão bem uma massagem… aiii que me sabia tão bem se alguém me desse umas massagens… ai que me sabia taaaão bem se, no próximo sábado, alguém marcasse uma massagem para os dois… ohh podias ser fofinho e marcar uma massagem!!” –, há dias, ele lá se deve ter fartado de me ouvir, e deu-me um voucher para quatro massagens de uma hora cada. Só para mim. A marcar quando eu quisesse.
- Um voucher?
- Sim. Assim quando te der jeito ligas, marcas e vais lá.
- Oh… Mas a ideia era irmos os dois. A ideia era ser um programa para os dois...
- Pois, mas quem anda com dores eras tu. Eu ando bem das costas, não me queixo. Porque é que havia de marcar também para mim?

Enfim. Não sei se ria com o sentido prático, se lhe bata por ser tão pouco romântico.