quarta-feira, 9 de julho de 2014

Estou tão em forma

Hoje decidi que ia voltar a mexer este rabinho. Andava a adiar o regresso ao desporto, a adiar, a adiar, mas quase dois meses depois parecia-me que estava mais que na hora de voltar às lides desportivas. A verdade é que, não sendo uma Carolina Patrocínio nem estando sequer lá perto, até me fui exercitando durante a gravidez e continuei a ir ao ginásio e a nadar até praticamente a bebé me saltar cá para fora. Juntando a isto o facto de andar a dar passeios quase diários desde que saí da maternidade (quanto mais não seja para passear a Malti, que continua a exigir atenção e eu dou, pois claro), acreditei, muito ingenuamente, que até estaria com a resistência para a corrida no ponto em que a deixei. Pois então, depois de um dia de descanso bem sucedido, que incluiu finalmente piscina, vesti-me a preceito e aproveitei a histeria do jogo Brasil-Alemanha para me fazer à estrada sem testemunhas oculares.

Resultado? Cheguei a casa a sentir-me o Brasil depois de levar sete golos da Alemanha. Cheguei de rastos, completamente transpirada, ofegante e vermelha. O pior foi que tive até que fazer a bomba da asma, porque ouvia-me a chiar. Não foi como esperava, não. Mas depois sentei-me e contei os meses que estive sem correr. Contei os quilos que engordei e perdi nos últimos meses. Lembrei-me das alterações que o meu corpo sofreu. E concluí que há-de ser normal custar o regresso à rotina... O que decidi é que não hei-de desistir e vou continuar a insistir até recuperar a minha resistência. Como asmática sempre tive consciência (até de ouvir o alergologista a repetir) que tenho uns pulmões mais sensíveis que outra pessoa, mas que com muito exercício vou lá na mesma. E hei-de ir. Nem que vá vermelha e ofegante. Ou de bomba na mão. Gostava que um dia a minha filha tivesse orgulho em ter uma mãe que corre mais de dez metros sem ficar ofegante. Aiii, estou tão em forma...

2 comentários:

  1. É continuar, um dia chegas a casa a sentir a própria da Alemanha.

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  2. Eu detesto correr e não tenho o mínimo de resistência. Neste momento, e após 3 semanas de uma cesariana, voltar ao exercício ainda não passa pela minha cabeça. No futuro logo verei o que posso fazer para perder os 8 quilinhos que ainda me restam.

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