quinta-feira, 25 de julho de 2013

Onde é que vocês estavam?

Hoje quero contar-vos uma história. Uma história (não daquelas dos livros, mas bem real) que me foi contada a mim na primeira pessoa e que me inspirou. Uma história que me fez pensar em como o tempo é tantas vezes desperdiçado, e em como os sonhos são desaproveitados. Estou aqui hoje, mas onde é que poderia já estar? O que poderia já ser? Como tudo teria sido se nunca tivesse tido medo de sonhar...?

Hoje quero contar-vos uma história. Mas primeiro, quero que pensem para vocês mesmos: onde é que estavam quando tinham 20 ou 23 anos? Quais eram as vossas prioridades? Qual era a actividade que vos preenchia os dias: as saídas com os amigos?, o desporto?, os estudos?, as namoradas?... Pensem só uns breves segundos... Onde estavam? Pois na história que hoje quero contar, temos dois protagonistas, o Francisco e o Tomás, com 20 e 23 anos, cujos dias têm sido, desde há muito, maioritariamente passados não a sonhar com o futuro, mas a projectá-lo, a trabalhar na sua marca, a projectar a criação de uma empresa sua e a desenvolver um conceito. Nasceram em Oeiras e Caldas da Rainha, respectivamente, e desde cedo se iniciaram no mercado de trabalho. O seu percurso cruzou-se precisamente aí, porque trabalharam juntos – o Francisco era chefe tecnológico e o Tomás era sushiman numa rede de sushi -, quando uma oportunidade de trabalho os levou a mudarem-se para o Porto. Essa cidade (dizem) encantou-os, uniu os seus laços de amizade e intensificou a sua vontade de se lançarem no mercado. 

Passaram meses a conceber o seu projecto a que chamaram “Be Sushi”, e o perfeccionismo com que o fizeram revelou desde logo uma maturidade inesperada. O objectivo? Um serviço de catering, onde primariam pela qualidade do sushi. Não queriam, no entanto, tornar-se escravos de menus e combinações estanques, mas sim experimentar a liberdade da criação, traduzindo o apreço comum pela cozinha japonesa, que nunca descura a apresentação. Assim, começaram um longo percurso, trocando os serões descontraídos entre amigos por reuniões com investidores, fotógrafos, fornecedores, designers, contabilistas e muitas horas na internet, nomeadamente no Facebook a criar uma página. No fim de tudo isto, criaram receitas onde o peixe é a estrela principal. Contaram-me esta história, mas confesso que pensei "ok, é uma história bonita, mas são tão miúdos... o sushi será bom?". Até que experimentei. E não falei mais. A história teve para mim um final feliz: o momento que o sushi terminou todo este percurso e foi por mim provado. Estes miúdos vão longe. E não estou a escrever para arranjar comida de graça, nada disso. Nem são minha família, antes que perguntem. Estou a escrever simplesmente porque acredito nestes miúdos. E gosto de histórias como esta. Agora no Verão, podem provar um pouco desta história no Jim Beam Bar, em Vilamoura, onde têm um "Be Sushi Spot”. E digam-me depois de vossa justiça.

2 comentários:

  1. percebi a referência a não serem família, hoje em dia a maior parte acha que estamos a tentar "ajudar" alguém de quem gostamos. gostei da história, é realmente inovador. e quando se tem gosto, talento, abertura e persistência, tudo se consegue. fico grata pela história! ;)

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  2. Quando passar por lá não me vou esquecer, mas não vai ser tão cedo.

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