terça-feira, 13 de agosto de 2013

Não acredito em imitações*

Não gosto de imitações. Por isso, evito comprar tudo o que não seja original. Claro que já fiz os meus disparates (lembras-te, D., das nossas pseudo-Chanel branquinhas iguais, compradas há mil anos a uma senhora que as vendia descaradamente em frente a uma loja oficial da marca?), mas cheguei à conclusão que não faz sentido usar materiais fracos e com ar rasca, só porque parecem de determinada marca. É desprestigiar completamente a marca. E parece-me uma falta de bom senso usar algo que afinal é uma porcaria quando podemos utilizar materiais melhores, com design próprio e a preços acessíveis. Por isso, decidi que a minha regra seria sempre esta: ou tenho dinheiro e compro determinado produto de marca X, ou, se não tenho, não compro ou então compro um mais barato da marca Y. Aplico a regra aos óculos - em que o essencial é acima de tudo uma boa lente. À roupa. Aos sapatos. E acessórios. Se tenho dinheiro, posso dar-me ao luxo de comprar aquela mala, por exemplo. Se não tenho, não compro ou uso as que tenho. Tão simples quanto isso.

Pois então andava há uns tempos a piscar o olho a uma Pashli, do designer Phillip Lim, em fase de arrebatado amor platónico ("quero-te muito, adoro tudo em ti, mas infelizmente acho que nunca hás-de ser minha"). Sabia que tinha tudo a ver comigo e que podíamos ser muito felizes juntas, mas algo estava entre nós, e esse algo começava por "e", terminava em "s" e tinha "uro" no meio. Até que vi recentemente (aqui) que afinal podemos comprar, a partir de Setembro, nas lojas da marca "Target" a versão mini por 35 dólares (!!). E feita por quem? Pelo próprio Phillip. Pelo que, sendo assim, deixa de ser considerado imitação, certo? Sendo assim, concedo autorização a mim mesma para me permitir tal namoro. Alguém vai aos EUA nessa altura?...


*Este post é fútil, aviso já. Se não gostarem, voltem amanhã de manhã. Digam-se só algo, antes de saírem daqui, por favor: por acaso não vão aos EUA a partir de Setembro?

3 comentários:

  1. RIta21:38

    Adorei! Tenho uma política para mim mesma igual! Nem perfumes daquelas lojas que agora crescem como cogumelos pegam!
    Não, infelizmente não vou a NY :(. A mala é L-I-N-D-A!

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  2. Também concordo. Prefiro ter poucas malas de qualidade do que umas 50 de imitação.

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  3. Concordo em absoluto. Odeio imitações... Lembro-me que no Dubai os vendedores de artigos contrafeitos eram ao pontapé e alguns pareciam mesmo o original. Não me senti tentada, até podia passar por original aos olhos de muita gente, mas eu saberia sempre que não o eram... Por muito fã que seja de trapos, continuo uma fiel seguidora desse principio :) btw..vou aos EUA em outubro! Eheheh

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