sexta-feira, 31 de maio de 2013

Os melhores preliminares.

Ontem desabafei aqui um pouco no calor no momento. Estava fula com ele, mas como não sou mãezinha, não podia dar dois berros ou dar-lhe uma palmada no rabo. Ainda resmunguei, mas depois pareceu-me mais terapêutico escrever aqui no meu cantinho. Pensei que ia ouvir vozes discordantes, como é normal nestes assuntos, mas a verdade é que a maioria das pessoas veio insurgir-se contra o rapaz. Sendo assim, achei que devia defendê-lo um pouco, uma vez que só eu posso fazê-lo aqui.

A verdade é que sempre defendi a divisão de tarefas e sempre foi para mim ponto assente que, um dia que fosse viver com alguém, teríamos que ajudar os dois em casa. E defendia isto, apesar de eu própria ter tido, durante anos, empregada em casa e ajuda dos meus pais e da empregada deles. Roupa? Não tinha máquinas de lavar e sacar e enviava para a empregada deles. Comida? Cozinhava alguns pratos, mas nada muito elaborado. Limpezas de casa? Dava uns toques, mas evitava limpar o pó, por exemplo, com a desculpa das alergias. Por isso, fui sendo bastante poupada à verdadeira vida como fada do lar. Até há alguns meses.

Quando comecei a partilhar a casa, aprendemos juntos a ligar uma máquina de lavar e de secar a roupa. Divertimo-nos a passar a ferro lençóis de cama, por serem tão compridos. Estudámos juntos o manual da televisão. Decidimos o melhor pacote de internet para casa. Aventurámo-nos juntos em pratos mais rebuscados. E, quando só nos víamos aos fins-de-semana, era eu que era brindada com pequenos-almoços na cama, talvez para me compensar das longas viagens que fazia. Como cheguei a mostrar neste post de Dezembro, ele está apenas a dar os primeiros passos na cozinha e demais tarefas, mas esforça-se. E, tal como disse na altura, a ajuda dum homem em casa será sempre, para mim, o melhor preliminar que se pode proporcionar a uma mulher. Acreditem em mim. Mulher "ajudada em casa" é mulher feliz. É mulher divertida, descontraída e pronta para o romance. Ontem foi um mau dia, como sei que há em todas as casas. Mas acho que o importante é que os homens leiam isto e interiorizem bem: ajudem em casa e só ganharão com isso. De todas as maneiras possíveis. Não concordam, mulheres que me lêem?

8 comentários:

  1. Ah pronto, se a pergunta é dirigida às mulheres, vou-me calar :P

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  2. Aquilo que me irrita mais relativamente às tarefas domésticas é serem as próprias mulheres a dizerem que os homens ajudam. É uma expressão machista e que infelizmente a grande maioria utiliza, que só dá força aos preguiçosos, porque está implicitamente a dizer-lhes que a tarefa é da mulher e ele está generosamente a ajudar porque não tem obrigação para tal! O que deve existir é uma partilha de tarefas, uma vez que ambos têm o dever de o fazer!

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  3. Penso que tenha haver com a forma como foram educados blablabla (ok eu acho uma autentica falta de respeito e de senso da parte de seja de quem for que partilhe casa seja homem ou mulher que não se dê à perícia de ajudar nas lides).

    Continuando eu não tenho problemas desses em casa. As limpezas faço eu porque sou mais rápida (levo 20 min). A roupa do trabalho dele trata ele(lavar e estender e dobrar). Eu trato do resto da roupa (cá em casa não se passa a roupa a ferro). O jantar enquanto um faz a salada outro mete a mesa e estamos os dois ali na conversa. Só existe uma coisa que ele não faz (a não ser que eu não esteja em casa ou doente) limpar a areia das gatas. Mas isto tudo nunca foi por imposição ou divisão de tarefas aconteceu naturalmente.

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  4. Subscrevo na íntegra o comentário da CG, sobretudo o "serem as próprias mulheres a dizerem que os homens ajudam". Eu costumo dizer que seria ajuda se lhe pedisse para me esticar o cabelo, para me maquilhar, para me fechar o vestido... Se são tarefas divididas, então ninguém ajuda ninguém, faz-se e ponto final. E a verdade é que fico fula, quando estou de volta dos tachos e panelas e ele chega a pergunta airosamente "precisas de ajuda"? COMO?!!!!! Ajuda?!

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  5. Sim à divisão de tarefas!
    Não acho que o facto de eles fazerem ou não fazerem tenha muito a ver com a educação que os pais deram.
    O meu gentleman nunca lavou um prato, nunca fez um bife, nunca limpou um pêlo, entre outras coisas mais, quando estava em casa dos pais. No entanto, a certa altura teve que começar a fazer coisas na nossa casa. Lava a loiça tantas vezes quanto eu, aspira e varre quando tem de ser, faz comida, etc... foi preciso eu ensinar-lhe, mas aprendeu e faz com muito gosto.
    O meu irmão também nunca fez nada em casa e desde que está junto tem que fazer e desde que são pais, ainda mais ele faz em casa.
    É a vida!

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  6. Concordo pois. Os homens têm de tomar mais vezes a iniciativa e não ficar à espera que sejamos nós a dizer para eles fazerem determinada tarefa.

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  7. Anónimo14:59

    Ontem comentei com o meu homem que devia ler o teu texto, que era muito didático. Isto porque eu cheguei a casa pelas nove e vinte da noite, vinda do trabalho e ele em casa no computador sem ter pensado no que jantar, tudo atrasado à minha espera. Sem dúvida que por vezes eles precisam de ser relembrados... ;-) no fundo a culpa é nossa, mulheres...

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  8. Anónimo18:25

    Falando da minha experiência, tenho a consciência que não ajudar assim tanto em casa. Apesar de tentar ajudar, mtas vezes quando ela chega a casa, eu estou no computador, não a brincar mas a trabalhar no meu 2º trabalho. Quando mtas vezes me dizem que há maridos que ajudam mais, eu tb respondo que há mta gente que chega a casa e n faz mais nada, enquanto eu fico até de madrugada no meu 2º trabalho a tentar arranjar mais dinheiro para conseguir sobreviver.
    Mas eu entendo-te pq se há coisa que me dá cabo dos nervos é ver alguém no sofá e a casa toda por arrumar.
    Já cheguei a ter de interromper o meu trabalho, para ir limpar, pq já me estava a meter confusão e quando me dizem que tb sujo, eu respondi, sim, mas tb preciso de apoio para conseguir aguentar as noitadas de trabalho em casa. Se calhar davam mais valor, se chegasse à meia noite a casa vindo de um escritório qualquer em vez de tentar estar em casa a fazer companhia apesar de estar concentrado numa tarefa qualquer.

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