domingo, 19 de maio de 2013

Vou arrendar outra casa, ok?

As coisas andavam esquisitas. Uns olhares vazios. Uns silêncios demasiado longos. Os horários que deixaram de coincidir. Até a vontade de fazer amor parecia ter dissipado. O trabalho... Ai o trabalho era tão cansativo! À noite tinha muito que descansar. E doía-lhe muito a cabeça. Vou já para a cama, não levas a mal, pois não? Eu não levava. O trabalho... Era tão cansativo! Ele tinha mesmo que descansar. Os olhares vazios? Os silêncios? Os horários sempre trocados? A falta de beijos, mimos, toque, desejo? O trabalho. Não podia levar a mal!

Até que um dia me deu a notícia: "encontrei um apartamento mais perto do trabalho. Não te importas que vá viver para lá, pois não?". O trabalho... Claro que não! O trabalho era muito importante.

Mas subitamente comecei a sufocar. Vai embora assim do nada? Ao fim de tanto tempo? Não é normal. Não pode ser. Preciso de respirar. Estou sem ar. E está tanto calor! Quando é que ficou assim? Estou mesmo a sufocar. Preciso de ar fresco. Tirem-me esta camisa. Arranquem-me os botões. Não consigo respirar. Não consigo respirar.

Abri os olhos. E acordei. Era um sonho e dos mais estúpidos de que tenho memória. Estou doida.

5 comentários:

  1. Há sonhos muito parvos, credo!

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  2. Também já tive "esse" sonho e concretrizou-se... espero que contigo não! Beijo

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